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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Curas novas
Nas ultimas semanas eu me pego pensando naquela música: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades." e me assusto. Penso na trajetória e no rumo que as coisas tomam, se o destino é esse brincalhão que gosta de tirar com a minha cara ou ele realmente quer por um ponto final nos meus contos infantis. Estar com alguém que você sempre gostou, que sempre admirou e sempre fez você se sentir confortável, é a experiência mais gostosa que eu já senti. Me sinto aconchegada em um balanço perfeito, um colchão de ar no campo com vento de primavera. Se eu pudesse descrever a sensação que sinto quando estamos juntos, poderia facilmente comparar a um domingo inteiro deitada na cama - mais confortável impossível. É tão perfeito, que fico na retaguarda, me envolvo, mas ao mesmo tempo, tento me conformar de que tudo pode acabar - sinceramente, é algo ótimo pra se sentir. Todos deveriam entender que na vida, tudo acaba um dia, e aproveitar o agora sem pensar no futuro. O problema é medo. Ah, o medo! Medo de falar pelos cotovelos. Medo de ser idiota. Medo de mulheres bonitas. Medo de ser muito inconveniente. Medo de você olhar pra minha cara e achar ela meio "Madeline". Não que eu não tenha autoconfiança, o problema é você, foi sempre você. Você que é demais, você que é exagero, você que tem essa mania de ser perfeito, você que é aquele carregamento de areia que o meu "FeNeMe" não aguenta. Talvez eu faça umas viagens extras, mas e se no meio dessas viagens você escolha uma estação pra parar? Não quero nem pensar.
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