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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

dores novas

Ela o queria, de todas as formas inimagináveis. Pensava que aquele homem todo errado poderia ser alguém pra estar ao lado. Ele se sentia bem ao lado dela, parecia que evoluia. Um erro o perseguia, se sentia fraco perto das circunstâncias. Parecia ser mentira tudo que ela falava, apesar de ser sensata. Ideologias diferentes fizeram o cegar para o que sentia, não conseguia ver algo claro num futuro com ela. Naquele dia ele forçou sua voz e disse coisas que não se diz para ninguém, mesmo que a ferissem, eram de suas palavras que ele precisava e dava o braço a torcer pelos seus pensamentos. Ela se sentiu culpada por tudo que não fizera. Jamais teria coragem para revidar qualquer palavra torta jorrada e se sentiu acoada. Preferiu o seu mundo, se esquivou de toda dor e produziu uma dor diferente que nunca tivera sentido antes: saudade do que nunca daria certo. Foi errada sem errar, fizeram de suas palavras mentiras incontáveis e perdeu o controle de tudo que achou que poderia carregar nos braços. Aprendeu uma dor diferente: ninguém acreditava que doía. Ele não foi capaz de cuidar daquilo que fora imposto, se perdeu nas proprias palavras e fantasiou um mundo que não existia. Ela se afastou. Ele queria ela por perto, mas pra poder sentir sua dor. Ela não revidou. Ele chamou sua atenção de uma forma dolorida. Jamais poderiam ser. Jamais conseguiriam ir em frente. Ela sofreu, mas um dia se reergueu.

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