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sábado, 22 de novembro de 2014

Presente

Geralmente quando os problemas aparecem, a gente está desprevenido né, não? Errado! É você que perdeu o controle da situação. Perdeu a capacidade de controlar os desafios, principalmente quando a gente foge da lição que a vida coloca na nossa frente. Você se acha sempre incapaz de resolver, se acovarda. O pensamento é a força criadora. O amanha é ilusório, porque ainda não existe. O hoje é real, é a realidade que você pode interferir. As oportunidades de mudança estão no presente.
Não espere o futuro mudar sua vida, porque o futuro será a consequência do presente.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sobre amizade

São dias cinzas como hoje que a gente aprende a dosar o que sente. A gente aprende que é hora de mudar, mudar pelas pessoas. Os amigos não precisam ser trocados, os bons sempre permanecem, mesmo que você mude e é por aqueles que ficam que você precisa refazer sua vida.
Não tô mais aguentando viver no meio desse absurdo. Gente falsa pra caralho em minha volta, ambiciosas e interesseiras. Ontem teve uma queda de luz no meu condomínio, ficamos umas 2 horas sem energia. Eu fiquei sem celular e não tinha como falar com ninguém. Deu pra medir bem certinho o tempo em que fiquei sem comunicação relativavemente proporcional com o tempo em que apareceram amigos meus pra saberem se eu estava bem e porque tinha sumido. "A primeira reação foi pensar: 'Velho, faz 2 horas que a Andri não entra no Facebook, acho que ela ficou sem internet', depois pensei em passar na frente da tua casa pra saber se tu tava em casa", segundo o relato de um dos meus amigos que apareceram, um pouco antes de voltar a luz no bairro que eu moro. Quando finalmente consegui ligar meu celular eu recebi mensagens de outros amigos me pedindo loucamente pra responder as mensagens. Eu deveria me sentir bem, mas não me senti. Percebi que valorizo as pessoas erradas. Será que as pessoas sabem o significado da palavra "amigo"? Será que sabem que amigo tá do teu lado até se você precisar matar alguém? Será que sabem medir o que é amizade e interesse do tipo "vou ser legal pra dar uns péga"? A maioria dos meus amigos são homens e alguns eu não mostro interesse algum de querer um dia ter um relacionamento, ficar, transar, o que seja, eles sabem que isso não vai acontecer, mas mesmo assim, tão do meu lado me perguntando se eu tô bem e me arrastando pra festas quando percebem que não tô legal. Eu me emociono em saber que tenho amigos de verdade e não preciso pagar pau pra alguém implorando atenção. Fico feliz quando meus amigos reconhecem o que eu passo e me chamam de guerreira, quando eles me dizem que sou forte, que eu sou divertida ou quando me dizem que sentiram minha falta em determinado lugar em que não fui junto. Quando me chamam pra estar com eles, quando imploram quando digo "hoje não vai rolar a banda". Quando não se importam em aparecer em publico comigo mas sabem que eu não gosto, não se ofendem e fazem questão de me preservar (eu e essa mania tosca de imagem - sociedade do caralho que não aceita amizade entre homens e mulheres). Meus amigos são amigos de verdade, que dá pra pedir até "50 pila" emprestado, como eu fiz na terça pra um dos meus amigos e ele disse "não tenho, mas te consigo pra amanhã". Não sei a definição de amizade que as pessoas tem, mas a minha é que amizade vai além de conversar, rir e beber juntos. Como diz aquele ditado: "ou soma, ou some" e eu não deixo permanecer na minha vida pessoas que não tenham o mesmo caráter que o meu. De mentira, falsidade e interesse o mundo tá cheio e no meu isso não entra. Babacas não entram no clube da andri.
Contrariando todas as contradições (huahuahua) ontem acabei perdendo um amor por ter sido amiga demais. É isso. Tratei ele como amigo, ele não gostou e eu vim pra casa chorando como criança. Precisei de apoio ontem e encontrei nos verdadeiros amigos, os que não eram, eu larguei de mão. Mas isso é outro post do blog. Tô me odiando. Mas a vida segue.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Distante demais

Fico de frente a você e te dou as rédeas da minha vida. Você tem total controle dos meu passos. Sou tua boneca de ventríloquo. Eu fico boba com o rumo que toma nossas conversas, somos como duas crianças conversando sobre Shrek e morar num pântano. Queria que essa história de distância não existisse, queria poder dormir olhando nos teus olhos. Hoje eu sou só uma boba apaixonada que se apaixona por pessoas impossíveis e não sabe fazer parar. Queria um manual pra controlar a situação e poder me apegar a qualquer babaca que me daria uma vida boa, mas não consigo. Sigo meu coração que quer uma companhia aprazível ao lado, pra render a vida toda. Talvez eu seja só enjoada, mas é isso que me mantém ser quem eu sou. Não sou como vocês, tenho orgulho disso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Endividada pela vida

O limite de minhas forças já se tornou inalcançável. Já não sei mais até que ponto vou conseguir chegar. Os problemas vem chegando um a um, querendo chamar minha atenção por eu não estar dando bola pra eles. Eu não quero dar bola, da forma que sempre fiz. Tudo se resolve na minha vida, como tem que se resolver. Não preciso me preocupar.
Ando com um pouco de receio, com um pé atrás, com medo das pessoas.
Hoje parei pra pensar no quanto as pessoas erram comigo e esse é o unico motivo pra minha vida estar da forma que está. Sempre me doei, sempre fiz de tudo pra todos, mas nunca esperei nada das pessoas.
Deveria ter esperado. Deveria ter cobrado as dívidas.

domingo, 16 de novembro de 2014

Astronauta

Cheguei. Não vejo nada, nem o horizonte, ele parou de existir enquanto subia. Tudo que tenho ao meu redor é o espaço cercado da matéria escura que um dia quis desvendar. As luzes que um dia eu via lá de baixo cortar o céu, hoje estão à minha volta e continuam do mesmo tamanho. Porém, um mundo azul que parecia tão grande, hoje vejo brilhar em meus olhos cansados, de um tamanho que eu poderia abraçar com meus braços pequenos. Sou eu, aqui, em frente a ele todo, o mundo todo ao meu alcance. Finalmente cheguei onde queria e agora é tudo tão silencioso. Tudo tão diferente lá de baixo. Eu flutuo, apesar da roupa aparentemente pesada e cheia de aparelhos pra me fazerem respirar e sobreviver ao vacuo pesado que pode me matar. Eu voo como uma pena e não sinto meus 55 quilos. Aquele tubo que me conecta à nave que me levará pra casa é o unico que me segura pra realidade de que um dia vou voltar. Teus olhos de despedida surgem na minha mente, junto com aquele teu medo de me deixar ir, misturado com o orgulho que você teria de me ver chegar até aqui. Eu vim até aqui pra te encontrar, amor, me contaram que você estaria no céu, mas tudo que vejo é uma imensidão silenciosa sem ninguém me ouvir. Alguém poderia me ouvir te chamar? Alguém me enxergaria aqui no alto, a tua procura, à procura do teu abraço? Eu cheguei onde queria e é aqui que quero ficar, no silêncio do espaço, onde não existe céu. Não quero mais voltar ao mundo que você vivia e não vive mais. Cheguei ao ápice da minha conquista, e agora, quem me levará de volta pra casa?

Devaneios dominicais

Queria te tirar da minha vida, ah, como eu queria. Queria ter a capacidade de te ignorar e não olhar mais pra tua cara. Queria passar por você sorrindo e vendo tua cara fechada por eu não te cumprimentar. Queria ver você saindo da festa por ver que eu cheguei linda, sorrindo e acompanhada. Queria, ah, queria muito! Mas o meu corpo te precisa. Meu corpo, minha mente, meu coração, mesmo que você não se importe com o conjunto todo. Aos poucos vou levando esse sentimento com a boca fechada, passando por cima de outros sentimentos pra ficar ao teu lado, erroneamente. Machuca não ser só meu, mas me alivia saber que um pouco é. Machuca saber que se eu virasse as costas, tua vida seria a mesma e não me alivia saber que nunca sofreria por mim e nunca sentiria minha falta. Eu tento permanecer intacta num universo que não me pertence, mas as vezes, sinto falta de ter alguém no meu. Permaneço pela insistência de um dia fazer história na tua vida, mesmo que isso se encaminhe cada dia mais para o lado contrário e eu seja só mais uma, dentre tantas pessoas perfeitas que eu não me encaixo. Me contento, aprendi a me conformar e por você. Só pra você não sair da minha vida. Só pra você fazer meus momentos felizes serem ao teu lado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sobre amor e suas idiotices.

Tô tão cansada. E não é desse monte de solicitação de amizade pipocando no meu Facebook. Tô cansada desse turbilhão de sentimentos. Nunca algo que me jogaram na cara martelou tanto na minha cabeça quanto a prensa que me fizeram contra a parede me pedindo:
- E aí, andri, quais você ama?
Eu fui sincera e disse:
- Quer saber? Eu amo quem eu quiser. Porque não posso amar o quanto quiser?
Eu sigo a filosofia de um cara que sigo a um tempo no Ask, que fala muito bem sobre o amor.
Eu tenho amor até por uma pulseira, que carrego unicamente comigo todos os dias e não tiro nem pra dormir - que inclusive está aqui comigo agora - porque ela tem um sentido na minha vida. Amor é algo que não precisa necessariamente ser depositado em uma pessoa, mas transbordar esse sentimento e doar a quem quiser, seja recíproco ou não. Aí está. Amor eu distribuo. Reciprocidade eu mantenho retribuída. Há muito tempo não sei o que é sentir algo por alguém e esse alguém sentir o mesmo que eu. Nem ódio, porque odeio pessoas e elas não me odeiam.
Ficou um vazio.
Eu já amei com tanta força que suportei o fato de não ser recíproco (quem nunca?), mas nada dói mais do que não acreditarem.

Meu bem, nunca fui singular. Meus sentimentos tem plural. Eu posso amar muitas pessoas, mas cada uma tem seu jeitinho de ser amada. Você, eu amei acima de todas elas, mas como não recebi nada em troca, só virou mais um no amor coletivo.