Hoje é sábado (ainda não dormi, continua sendo sábado), então hoje foi dia de faxina aqui em casa. Cortei até a grama. Ainda me perguntam se eu tô cansada e eu digo que não. E não tô mesmo, como boa dona de casa que se preze. Fui festejar o aniversário do meu pai e saí cedo de lá, com aquelas desculpas "tô cansada, o Dudu tá enjoadinho, já jantei em casa" pra não dizer que eu tava mesmo era ficando cada vez com mais vontade de chorar. Eu tava em boa companhia, num lugar cheio de gente, com cerveja na mão, mas tava sentindo aquelas coisas de fim de relacionamento que chegaram atrasadas, depois que tudo já passou. Coisas que nem precisava mais sentir. Angústia, medo, nostalgia e tudo mais. Fomos dar uma volta e eu me senti egoísta em não dar sentimentos em troca e quis voltar pra casa, mesmo sabendo que seria pior quando eu chegasse e ficasse sozinha. Sei que me entendem, porque não preciso explicar tudo que tá acontecendo pra quem já passou por isso. Tenho vontade de sair pra rir e esquecer de tudo, mas eu não coloco a carroça na frente dos bois e sei que agora não é a hora de esquecer, é hora de se lamentar um pouco. Tem festas e convites pra sair por aí, por toda a região, por toda a cidade, mas não é justo comigo mesma forçar risadas e diversão, nem é do meu feitio. Não gosto de falsos sentimentos. Não gosto de pessoas falsas, inclusive. Não gosto de promessas falsas.
Vou assim, vivendo um dia de cada vez, um sentimento de cada vez. Já tive dias de luta e dias de glória. Vou guardar esses dias de glória pra viver eles quando eu estiver mesmo disposta, e eles serão inesquecíveis.
Tô escutando uma rádio que toca musicas retrô e pensando no quanto faz sentido tudo que eu tô passando. O quanto é bom ficar em casa um sábado de noite em casa. O quanto eu sou honesta comigo mesma. Me orgulho de mim por não estar por aí fingindo que sou feliz.
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