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domingo, 14 de agosto de 2011
Só pra matar a sede #39
É como se tudo ao redor fosse preto e branco, sem som, sem movimento e só ele fosse real. Eu cuidava cada movimento, e era apaixonada por cada gesto que ele fazia, colocava a mão no bolso e mexia na nuca, olhava pro lado e batia o pé no chão. As pessoas me olhavam mas eu não via mais ninguém, eu não via nada. Eu queria mostrar que me importava de ele estar ali, mas ao mesmo tempo, eu não queria ser notada. Eu acreditei que seria ali que por 4 segundos iria ser só nós dois de verdade, quando eu vi um olhar em mim, e depois um sorriso e depois um beijo roubado no rosto. Acreditei por um instante que eu ia poder dizer que ia dar certo, era só esperar o tempo passar. Eu confiei, e acabei ficando ali, esperando a musica acabar pra poder ir embora e parar de chorar. É uma coisa que só se sente uma vez na vida, algo que eu não quero mais sentir, de verdade. É a confiança explodindo, achando mesmo que dá pra acreditar em alguma coisa e depois a decepção é tão grande que você não sabe o que fazer. Dói só de lembrar, e a imagem de você sozinha no momento em que precisava de um unico abraço de uma unica pessoa não sai da cabeça e te atormenta por muito tempo. A vontade de esquecer é enorme, de sumir, de morrer, de ir pra casa e não sair de lá até ficar velhinha. É dificil saber que alguém é tudo pra você, mas você não é nada. Agora eu não quero mais ouvir nada, nem lembrar nada. Eu sempre fui a pessoa errada, mas o meu maior erro é esse sentimento. Se eu vou esquecer de tudo, dar a volta por cima, eu não sei, eu ando tentando fazer isso a muito tempo já..
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