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sábado, 31 de outubro de 2015
Quando teus olhos me veem.
Gostava de saber o que veem os teus olhos quando me veem. Gostava de saber se veem este aperto que te aperto - e é com os olhos, antes de tudo o resto, que te aperto. A única maneira de olhar é te olhar. O teu cabelo liso; o teu corpo dobrado no meu quando, de manhã, acordo - e te vejo ali, como só tu, a me amar como só eu. És a felicidade de todos os meus minutos. E depois as palavras nem precisam ser palavras. E depois ficamos abraçados, por debaixo dos lençóis, como se o mundo lá fora fosse o resto do que não precisamos de viver. O resto do que nem sequer precisamos de ver. Toda a realidade está dentro de ti. Tudo o que vejo, vejo contigo. Me pede para te abraçar. E eu te abraço. Me pede para te beijar. E eu te beijo. E eu e tu sabemos que quando um pede o outro faz. E eu e tu sabemos, mais ainda, que quando um pede o outro pede também. Porque entre nós não é a felicidade de um que é a felicidade do outro; entre nós só há uma felicidade.
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