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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Coisas de twitter #2

depois de alguns anos escutando uma musica e nunca entendendo, depois de muitos momentos inesquecíveis, choros, risadas, raiva pura e amor incondicional escutando sempre ela, sem nunca saber o nome verdadeiro dela (que no meu pc eu tinha como "Junto a ti") nem se quer a letra, só sabendo um unico pedaço:
"Gracias simplemente por estar aqui sentada junto a mi"
que me fez correr 2 anos atrás tentando saber, muitas buscas frsutradas no Google pela letra fantasma da banda Panda... Hoje resolvi entrar em um chat do México e perguntar pessoalmente pra ouvintes da banda, se alguém sabia o nome da musica. E eis que um tal de LA BIGOTONA (rç), que tenho que agradecer eternamente, me mandou o link da letra da música. Nunca pensei que aquela musica teria uma letra tão linda, e resolvi compartilhar ela aqui no blog com vocês, leitores lindos. Aí vai, ~la canción~ da minha vida,
Simplemente, Panda.



Tentei dormir e sonhar, mas tudo estava de cabeça para baixo, e sonhava acordado.
Talvez fosse porque você estivesse aqui no meu travesseiro perto de mim, agora eu entendo.
Eu tenho medo do escuro, mas você estava aqui.

Tomando seu tempo para me ouvir se queixar sobre o quanto é ruim quando você vai.
Tomando seu tempo para me quebrar, eu me sinto um pouco mais, um pouco mais.

Nada mais, apenas não quero saber se isso vai durar.
Obrigado, apenas por estar aqui sentada ao meu lado.
Amanhã será um novo dia e espero que você continue aqui.

Tente rir e não chorar e tudo será ao contrário.
Experimente ficar e não fugir e tudo será ao contrário.

Nada mais, apenas não quero saber se isso vai durar.
Obrigado, apenas por estar aqui sentado ao meu lado.
Amanhã será um novo dia e talvez eu não esteja aqui.





linda, perfeita *-* depois de tanto tempo eu sei a letra! sim, vamos combinar que não é uma "Hidropônica", nem uma "Assim que a vida faz", neem uma "Tente outra vez" que levo pra sempre como lição aprendizado pra minha vida, mas essa vai marcar. há, se vai.

Só pra matar a sede #36


 Uma breve história sobre a minha vida REAL:

Minha infância foi como de todas as outras crianças. Fui muito mimada pelos meus pais, graças aos “bons ventos” que pairavam naquela época. Nunca me aproveitei muito disso, se meus pais faziam isso era por amor e vontade de me ver feliz. Hoje poderia ser uma patricinha fútil, mas nunca precisei ser isso. Nos mudávamos bastante, e mudei varias vezes de escola, então nunca consegui firmar uma amizade sólida com alguém, porque logo me distanciava. Estudei em escolas particulares, estaduais e municipais, então fiz amizade com todo tipo de classe social, incluindo pessoas que não são tão “aceitas” na sociedade. Nunca dei muito valor à isso, e com muito orgulho, eu nunca tive preconceito de ter amigos que algum dia fizeram algo ruim na vida, como por exemplo, usarem drogas. Sempre tive consciência do que fiz, então não me importava com a vida alheia. Meus pais, como os de todo mundo quiseram sempre me dar a melhor educação, me deixando longe de qualquer tipo de coisa ruim e por muito tempo me senti presa em minha própria casa, que me fez ter depressão aos 16 anos. Como toda adolescente, eu me revoltei com a vida muitas vezes, e com o gênio forte que tenho, tentei muitas vezes provar pras pessoas que tudo era diferente do que elas pensavam. Minha adolescência foi como a de todos os outros adolescentes, vivi, sorri, chorei, me apaixonei, descobri coisas, caí, levantei. É a fase que todo mundo quer aprender com a vida, ver novos mundos, conhecer coisas, provar a aventura de estar entrando no mundo da independência, no meu caso, emancipada. Por conta da minha certa “bipolaridade” tentei prejudicar a mim mesma (graças a Deus a mim mesma) e fui pro hospital algumas vezes por bobagem, mas como todas as outras pessoas com depressão. Fiquei muito tempo sem sair, sem festas, sem amigos, e quando vi o quanto isso era bom e o quanto eu não tinha aproveitado, eu aproveitei da melhor maneira possível, me diverti da melhor maneira possível, conheci e desconheci pessoas, lugares, coisas... não tenho do que reclamar da minha adolescência. Eu realmente aproveitei ela. Hoje eu continuo aproveitando, eu ainda me acho um tanto adolescente, mesmo com as responsabilidades que não tinha com 16 anos. Agora eu tenho uma casa pra cuidar e um emprego pra me dedicar. Não existe idade pra parar, existe vontade. Não existe responsabilidade demais, existe saber medir trabalho, casa e diversão. Talvez eu vá continuar nessa mesma coisa de um dia conhecer alguém que faça eu mudar minha rotina, como algumas vezes aconteceu, mas enquanto isso eu vou continuar a mesma andri que eu sempre fui, mas mudando a ideologia a cada dia.


E agora a versão que algumas pessoas insignificantes acham que é:


Sempre fui na minha morô? Quando eu era criança eu não tava nem ai, eu queria era torrar a grana dos meus pais. Quando eu cresci eu queria era sair com as piores pessoas e usar as piores drogas, fui internada por causa disso e tenho DSTs que peguei na cadeia quando fui presa por agressão aos meus avós. Hoje em dia não faço nada da minha vida que não seja conhecer homens por dinheiro. Beijos
E me traga mais vodka e cigarros que acabou.



Oh wait, tem uma diferença aí..
Qual você acha que é a versão mais "legal" pra acreditar?
Pois é, e quem se ferra é a Andri.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Só pra matar a sede #35

OPORTUNIDADES



sim, todos temos. eu tive várias na minha vida, que costumo chamar de aprendizado. A cada coisa que digo: "droga, perdi!" eu posso futuramente nunca mais perder. Hoje eu comecei a lembrar das lições que tive em relacionamentos passados..
Lembrei na hora lá do primeiro namorado que eu tive, que eu aprendi que quando alguém nos ama, nos quer o tempo inteiro por perto, nos faz feliz e se magoa se não damos valor. Isso principalmente, dar valor. Aprendi que quando não valorizamos o amor de quem nos ama de verdade a gente acaba magoando e perdendo. Quem dera eu ter me conscientizado dessas lições. Magoei muita gente sem o menor senso. Mas lembrava daquela lição, sempre lembrava.
Foi aí que lembrei do que veio a seguir. Conheci a maior das minhas lições. Ou melhor, o professor que mais me ensinou.
Foram alguns meses de aulas práticas até a hora em que me vi dirigindo, sem rumo, chorando como criança, olhando pra trás e vendo eles na porta. É como se fosse ontem, consigo lembrar até do cheiro, até da cor do dia, até do abraço de “espero te ver de novo” que eles me deram.
As vezes me perguntam: Andri, você ainda chora quando falam deles? Sim, eu choro. Eu choro só de lembrar, eu choro de emoção de lembrar de cada segundo, de cada momento que eu nunca esqueci. Foi ali, naquele lugar que aprendi as lições mais valiosas pra qualquer relacionamento que eu queira ter. Fui completamente abençoada de ter isso.
Aprendi que quem nos ama quer a nossa proteção. Muitas vezes isso se chama ciúme, e faz coisas absurdas na nossa vida. Mas é esse ciúme que faz você se sentir totalmente protegida por alguém que JAMAIS vai deixar outra pessoa tocar em você sem que seja com o mesmo carinho, mesma atenção e mesmo amor, JAMAIS vai deixar alguém falar algo que você não seja, ou algo que agrida a sua reputação, JAMAIS vai te deixar chorar que não seja de felicidade. Aprendi que temos que deixar as coisas claras, pra nunca criar duvidas sobre nossos sentimentos. Aprendi o valor de cada coisa, pequena que seja. Aprendi a dar valor diferente às coisas banais..
Hoje dou mais valor a um beijo na testa do que um amasso na frente do portão. Ao sorriso de uma criança ao valor de um presente caro. Aos pais esperando pro jantar em família pra apresentar a nova namorada do que um jantar no restaurante mais caro da cidade. Dou muito mais valor a um sorriso de aprovação do que um “tanto faz”. E aquela historia do Eu te amo banalizado... eu dou mais valor ao abraço que diz em todas as línguas.
Segurança, confiança, amor, ciúme, proteção, família... eu tive tudo isso. Eu sinto SIM falta disso em alguém.
Não venham me dizer: “andri, por que sentir falta de alguém? Parte pra outra.”
Eu não sinto falta de alguém, eu sinto falta desses momentos, só isso.
Se eu tive tudo isso um dia, porque eu ainda vou querer algo que seja inferior a isso? Por que vou me iludir com quem jamais vai fazer eu me sentir bem? Por que eu não posso encontrar pessoas inteligentes, protetoras e que gostem das mesmas coisas que eu? Será que as pessoas entendem agora porque eu procuro tanto alguém e não encontro?

Ta na hora de alguém fazer melhor que minha tatuagem.