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sábado, 8 de janeiro de 2011

Só pra matar a sede #25

As dificuldades são claras, mas as oportunidades caminham ao nosso lado. Cabe a cada pessoa decidir enfrentar e ser forte. Eu cresci, não porque sou forte ou porque decidi, simplesmente porque era tempo de crescer e a vida impunha isso. Nunca tive poder de escolha. Não há mais nada. Nada a temer, a buscar, a querer. Não há mais nada porque ainda me falta tudo e diante da magnitude das coisas eu, a menina, a mulher, me perdi. Saí até o fim da rua e não encontrei o caminho de volta. Flutuava nas entrelinhas das escolhas que não fiz. Uma vez ao procurar o caminho de casa me surpreendi ao encontrar pedaços meus pelo caminho, e descobri que eram, na verdade, sonhos despedaçados. Então não soube se crescia ou se na realidade estava diminuindo pedacinho por pedacinho e me tornava apenas uma mera sombra do que fui. E fui. Desisti. Parei. Minha vida é tudo ou nada agora, e isso é a mesma coisa. Eu estou tão fraca, tão fraca que não conseguirei contar o resto da história. E me espelhando no reflexo das minhas lágrimas percebi que sempre se pode encontrar o caminho de casa, mas se preferir é só seguir adiante. As tentativas foram válidas. Eu lutei até o fim, mas às vezes a vida decide por mim.

Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar. Queira! Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo, vai! Tente! E não diga que a vitória está perdida se é de batalhas que se vive a vida. Tente outra vez!

Good Bye, Palmeira das Missões.
Hello, vida de antes.

texto da Lorena Granja, adaptado.

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