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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Não olha pra trás.

Imaginei que deveria vir. Onde me perdi, eu não sei. Mal eu quero saber. O tumulto não me assusta, o turbilhão de idéias, sentimentos, momentos únicos, não me dão medo. Talvez eu não tenha mostrado a você, exatamente, em qual estação esse trem iria parar. O que tentei foi o possível. O que queria, o impossível. Não me sinto pior. Talvez você se sinta, se não hoje, um dia. Fortaleci minha vontade louca de seguir em frente e não foi pouco, muito menos sem impulso, não foi em vão. Tenho milhares de agradecimentos que nem se quer tiveram a chance de se mostrar. Eu nunca saí perdendo. E você percebe que não era tão forte assim. Num dia em que tudo vira de cabeça pra baixo, só o que eu consigo pensar é: "ufa, problemas!". Tá tudo normalizado na minha vida.

domingo, 19 de julho de 2015

Tua palavra final

Vou sobrevivendo com uma palavra, entre uma frase nem mal falada e uma historia que nunca teve final. Vivendo dentro de algo sem fim, dentro de milhares de metáforas de como poderia ter sido. Não acabou, não teve ponto, nunca vai acabar. Quanta coisa quis fazer e fiz, na incerteza e no medo de errar, fui tentar. Qual o problema em tentar? Qual a porcentagem no medo de errar? Não teria tido um segundo capítulo se tivéssemos encerrado no primeiro. Isso não foi feito. Ainda estamos na primeira página de historias que ainda vão acontecer. Injusto prolongar. Já recebi tua ultima palavra. Agora chega. Me peguei pensando na nossa historia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Curas novas

Nas ultimas semanas eu me pego pensando naquela música: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades." e me assusto. Penso na trajetória e no rumo que as coisas tomam, se o destino é esse brincalhão que gosta de tirar com a minha cara ou ele realmente quer por um ponto final nos meus contos infantis. Estar com alguém que você sempre gostou, que sempre admirou e sempre fez você se sentir confortável, é a experiência mais gostosa que eu já senti. Me sinto aconchegada em um balanço perfeito, um colchão de ar no campo com vento de primavera. Se eu pudesse descrever a sensação que sinto quando estamos juntos, poderia facilmente comparar a um domingo inteiro deitada na cama - mais confortável impossível. É tão perfeito, que fico na retaguarda, me envolvo, mas ao mesmo tempo, tento me conformar de que tudo pode acabar - sinceramente, é algo ótimo pra se sentir. Todos deveriam entender que na vida, tudo acaba um dia, e aproveitar o agora sem pensar no futuro. O problema é medo. Ah, o medo! Medo de falar pelos cotovelos. Medo de ser idiota. Medo de mulheres bonitas. Medo de ser muito inconveniente. Medo de você olhar pra minha cara e achar ela meio "Madeline". Não que eu não tenha autoconfiança, o problema é você, foi sempre você. Você que é demais, você que é exagero, você que tem essa mania de ser perfeito, você que é aquele  carregamento de areia que o meu "FeNeMe" não aguenta. Talvez eu faça umas viagens extras, mas e se no meio dessas viagens você escolha uma estação pra parar? Não quero nem pensar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

dores novas

Ela o queria, de todas as formas inimagináveis. Pensava que aquele homem todo errado poderia ser alguém pra estar ao lado. Ele se sentia bem ao lado dela, parecia que evoluia. Um erro o perseguia, se sentia fraco perto das circunstâncias. Parecia ser mentira tudo que ela falava, apesar de ser sensata. Ideologias diferentes fizeram o cegar para o que sentia, não conseguia ver algo claro num futuro com ela. Naquele dia ele forçou sua voz e disse coisas que não se diz para ninguém, mesmo que a ferissem, eram de suas palavras que ele precisava e dava o braço a torcer pelos seus pensamentos. Ela se sentiu culpada por tudo que não fizera. Jamais teria coragem para revidar qualquer palavra torta jorrada e se sentiu acoada. Preferiu o seu mundo, se esquivou de toda dor e produziu uma dor diferente que nunca tivera sentido antes: saudade do que nunca daria certo. Foi errada sem errar, fizeram de suas palavras mentiras incontáveis e perdeu o controle de tudo que achou que poderia carregar nos braços. Aprendeu uma dor diferente: ninguém acreditava que doía. Ele não foi capaz de cuidar daquilo que fora imposto, se perdeu nas proprias palavras e fantasiou um mundo que não existia. Ela se afastou. Ele queria ela por perto, mas pra poder sentir sua dor. Ela não revidou. Ele chamou sua atenção de uma forma dolorida. Jamais poderiam ser. Jamais conseguiriam ir em frente. Ela sofreu, mas um dia se reergueu.

Meu medo do futuro

Meu medo é de estar deslocada. Passar frio sem um abraço. Meu medo é de ser a unica no mundo que não faria nada de mal pra ninguém.
Tanta dor, tanta gente querendo o mal e eu só querendo amor. Tanta gente falando o que não deveria, tanta gente magoando. Tanta gente tendo atitudes só pra ferir as pessoas. Hoje mais uma vez mudei meu destino, já não tenho mais certeza de nada que possa acontecer.
Suporto calada tanto mal e não pretendo levantar a voz. Vou continuar sendo submissa por não querer o mal. Poderia jogar coisas nas pessoas - palavras e objetos - mas eu só penso em abraçar.
Como é possível uma pessoa que você só transmite amor querer te atingir de todas as formas possíveis? "Veja, ela te ama!", "Pois bem, então vou feri-la!".

sábado, 31 de janeiro de 2015

Pescadora de sorrisos

Ele riu. Não poderia sentir seu sorriso, mas vi sua risada na tela. Não foi aquela risada sarcástica já clichê, mas uma risada por conta da piada boba que contei. Riu em meio à coleção de insultos que a todo momento pipocam na tela, mas eu seguro por ser forte e por pura teimosia. Teimo num sentimento errado por ser algo que nunca vai acontecer de novo, teimo por ser dificil suportar. Teimo por gostar de adrenalina. Teimo pra mostrar o quanto sou guerreira com meus sentimentos. Queria um bilhão de horas passadas, pra poder ver o quanto tu cresceu.

sábado, 27 de dezembro de 2014

o ano tá indo embora

A vida me ensinou que todo mundo é autruísta, só que muita gente não sabe. Você pode não ter muito, mas dá ao próximo o que tem. Em uma das piores fases da minha vida, quando até o fruto de mim tentam me tirar, pude medir o quanto as pessoas se importam comigo. Recebi apoio de quem nem imaginava que receberia e ainda tenho muito o que pagar. Percebi que os amigos de verdade vão estar ao meu lado me apoiando até se eu não tiver pra onde ir. Aprendi a calar na calúnia, que os verdadeiros sabem a verdade e é isso que importa. Vi que muita gente me viu no chão e ainda tentou me derrubar, por puro prazer de me ver lá. Vi também que há sinceridade pura na mão estendida pra me reerguer. Fiz irmãos e irmãs que pensei que nunca teria a sorte de ter. Fiz mães que me deram colo e um pai que não imaginava ter. Chorei de medo, de angústia, de saudade, de amor, de ilusão, mas ao meu lado, vi essas pessoas que estiveram (e estão) do meu lado me fazendo especial.
Tenho muito ainda pra pelear. O ano que está chegando é só mais um tempo pra tudo fluir. Só gostaria de deixar claro que, quando tudo estiver bem, eu vou lembrar de cada momento que cada pessoa me fez passar, vou lembrar das lágrimas enxugadas, dos sorrisos que me eram forçados a dar e de tudo que aprendi com quem estava aqui. Tenho muito ainda a retribuir.