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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Covardes e suas conquistas

Às vezes bate a realidade, a encaro de frente porque é bobagem me enganar: o mundo não é para mim. Angustiada por ter que viver uma rotina pesada, vazia e sem emoção não que seja dor. Preocupo-me com o futuro. ''O que será de mim?', me pergunto. Quando sabemos que tudo que começa tem seu fim e é exatamente esse fim que espero. Quanto tempo terei que ficar nessa situação, sem saber para onde ir? Responsabilizo-me pela minha situação. A covardia tantas vezes me tirou chances, hoje me arrependo. O amanhã eu desconheço. Meu plano agora? Também não sei, acho que estou à deriva. Quantas as vezes em que pensei que mudaria, que as coisas... não saí do lugar!

Posso dizer por mim mesma que me perdi, que já não me recordo de quem fui, daquela garota cheia de sonhos. Hoje só vejo uma imagem lamentável que só quer se esconder, que não quer ser vista, que não mais quer existir...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vontade de tudo, de nada

“O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”
Trecho de Lua Nova, de Stephenie Meyer.

Ando me rendendo ao sentimento e nem sei mais se sofro ou sigo em frente. Tenho vontade de me jogar em frente aos carros, lembrando das cenas do filme baseado no livro que li, "Lua Nova". Sinto que encontro ele no perigo. Não é bobeira sentimental, é algo que me fascina. Faço minhas, as palavra de Bella, no livro:

"Mesmo eu lutando pra não pensar nele, eu não lutava pra esquecê-lo. Eu tive medo que – tarde da noite, quando a exaustão pela falta de sono quebrasse minhas defesas - eu acabasse me dando por vencida. Eu tive medo que minha mente fosse como uma peneira, e que algum dia eu não lembrasse mais a cor exata dos seus olhos, a sensação do toque da pele fria ou da textura da voz dele. Eu podia não pensar nisso, mas eu precisava me lembrar disso. Porque só havia uma coisa na qual eu precisava acreditar pra ser capaz de viver - eu precisava saber que ele existia. Isso era tudo. Tudo mais podia ser suportado. Contanto que ele existisse."

Dói saber que ele existe, sim, apesar de ser só uma vaga lembrança.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Silêncio

Hoje, nada me machucou mais que o silêncio e a culpa que ele tem. O silêncio gritou alto o que deveria ser feito, e foi feito. Coisas que poderiam ter voz, e palavras confortantes e amigáveis, se transformaram em um silêncio destruidor. Nada destrói mais que o silêncio quando se deveria gritar, falar, compreender, fazer entender. Hoje aprendi o que o silêncio destrói uma vida. Não há nada mais triste do que insistir no erro, calar quando se deveria protestar e continuar fazendo um trilho cheio de palavras não ditas e sonhos desfeitos. Como disse Abraham Lincoln: "Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes". Nenhum homem é capaz de ser covarde e se calar. Nenhum homem deixa de proteger sua prole por palavras guardadas. Os únicos que ficam calados são os filhos embaixo da guarda de seus pais, que serão sempre protegidos.
É muito cedo ainda pra se tornar adulto quem pensa que ficar calado resolve tudo. 
Foi o momento errado e sempre será a pessoa errada. Nada mais é recíproco, nada mais é dado em troca. Na verdade, nunca foi, mas até hoje, morava em um sonho em que o mundo era 10 anos mais velho.
É difícil ter que encontrar um coração igual ao seu num mundo de Peter Pan's. Creio hoje que fui a unica que cresci.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Discussões

Fiquei com tanto trauma de ter razão (isso mesmo: de ter razão) que tenho medo de discutir com as pessoas. Lembro de todas as discussões desnecessárias que eu fazia de tudo pra que nunca acontecessem, porque eu sabia que não levariam a nada. Nunca me davam opiniões, nunca me ensinavam nada, nunca me mostravam o certo, era só eu quem fazia tudo isso. Eu era o chefe. Eu era a mãe que decide. Era frustrante demais, terrivelmente frustrante não ter alguém que toma decisões do seu lado quando você está casada, não ter um chefe de família e você ter que usar as calças, não ter alguém que usa as palavras "espera aí, vamos conversar sobre isso, isso não está certo" (em 2 anos e meio no meu ultimo relacionamento eu não ouvi essas palavras NENHUMA VEZ!), alguém que sabe confortar e confrontar alguém que está com raiva, ao invés de ficar com mais raiva ainda e usar xingamentos pra piorar a situação. 
Eu sempre precisei de ajuda, clinicamente falando. Nunca fui das pessoas mais calmas, até por isso que gosto de pessoas calmas do meu lado (aprendi a gostar). Sou daquelas pessoas difíceis de lidar, e como dizem meus pais, "tu precisas de alguém que segure tuas rédeas e te coloque na linha, porque guri pra você fazer de bobo tem aos montes por aí". Hoje eu entendo que não sou eu que sou a ruim de "fazer os meninos de bobos", mas eles que não são maduros suficiente pra "domar" a mulher que eu sou. A unica verdade confortável da minha vida hoje em dia. Sim, eu sou uma mulher das poucas. Nem todos conseguem se aproximar e quem consegue, ganha o mundo. Tem que enfrentar o leão pra ele ficar mansinho, te lamber e te trazer comida. Quem não enfrenta, sai mordido. E o leão frustrado.
Quando discuto com alguém fico aflita pensando se vão contornar a situação, achar uma saída, reagir de forma madura ou então ficar em silêncio, como se eu fosse uma autoridade (que eu nunca quis ser - me chamam de machista por isso, mas que se dane, sou completamente submissa num relacionamento) e com uma cara de cachorro com o rabo entre as pernas. 
Que eu me livre de todos esses meninos bobos que meus pais falam e encontre homens de verdade na minha vida. Meu filho precisa de um pai um dia, mas acima de tudo, eu preciso de alguém que corra do meu lado pra quando chegar no final, estarmos felizes por estarmos cansados juntos.

Tédio

Eu acho que eu tô tão aborrecida com tudo porque sei que a culpa não é minha. Eu sempre tentei, eu sempre fiz tudo pra dar certo. Eu pedia pra dar certo, eu corria atrás de tudo pra dar certo. Eu mudei, eu me transformei em "mulher do fulano" e deixei de ser a andri. Eu tive a liberdade de mudar e quis, eu gostei de mudar. É tudo um choque, porque nunca fui obrigada a nada, eu me acostumei com tudo e agora sim, preciso mudar na marra. 
Quando você se dá totalmente por alguém por querer, por gostar, é difícil sair disso e simplesmente viver a vida.
Quando você se dá totalmente por alguém por obrigação, é muito fácil ser feliz depois de tudo, viver a vida normalmente, acostumar-se com as mudanças (que agora são boas).
Me sinto mal por ter sido uma prisão, mesmo não querendo ser, mesmo fazendo de tudo pra não ser.
Hoje nem sei como eu deveria ter sido.

Chuva

Tava triste que hoje não ia ter o friozinho de ontem e chove de repente. Não é tão bom como ontem, mas já é bom pra mim. Acho que gosto de chuva porque tenho uma desculpa pra ficar dentro de casa sem parecer esquisita. Apareceu mais um sentimento que me fez chorar a noite toda na sexta - como se isso funcionasse pra resolver os meus problemas, mas mesmo assim, eu preciso fazer isso. Fiquei pensando em culpa. Pensei que se eu tivesse sido diferente (pra pior) nada de ruim teria acontecido na minha vida. Ontem vi que me doei demais por nada em saber que ninguém se esforçou por mim até hoje. Todo o tempo em que estive casada nunca cobrei além do necessário, sempre deixei o relacionamento ser baseado em liberdade pra ser/fazer o que quiser. Justamente por isso não mudei depois que me separei, tô usando a mesma liberdade que tinha antes. Aí vejo pessoas fazendo coisas como se estivessem presas durante todo esse tempo, falando coisas diferentes, fazendo coisas que antes poderiam fazer mas não faziam. Mas por que? Será que eu não deixei claro o suficiente? Eu não entendo o por que das pessoas imporem a si mesmas esse tipo de prisão. Isso me deixa chateada e magoada, transformo isso em raiva que me fortalece e eu fico cada dia mais distante de um futuro que eu iria viver me lamentando. É duro ter que enfrentar tudo isso, mas eu recebo uma recompensa que se chama experiência.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Superando o meu eu.

Sentindo o vento no meu rosto, fico inconscientemente ouvindo o som dos carros na rua, pensando que todos eles vão parar em frente à minha casa e me surpreender. Sinto um vazio que não se preenche com bebida. Penso, penso, e cada vez mais fico angustiada por só pensar. Tento me distrair com coisas bem humoradas, mas nem elas conseguem me fazer esquecer dos problemas, só me trazem mais em me mostrar que eu poderia estar sorrindo mas não estou.
Não sei por quanto tempo mais eu me aguento, eu me rendo.