Fico de frente a você e te dou as rédeas da minha vida. Você tem total controle dos meu passos. Sou tua boneca de ventríloquo. Eu fico boba com o rumo que toma nossas conversas, somos como duas crianças conversando sobre Shrek e morar num pântano. Queria que essa história de distância não existisse, queria poder dormir olhando nos teus olhos. Hoje eu sou só uma boba apaixonada que se apaixona por pessoas impossíveis e não sabe fazer parar. Queria um manual pra controlar a situação e poder me apegar a qualquer babaca que me daria uma vida boa, mas não consigo. Sigo meu coração que quer uma companhia aprazível ao lado, pra render a vida toda. Talvez eu seja só enjoada, mas é isso que me mantém ser quem eu sou. Não sou como vocês, tenho orgulho disso.
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Distante demais
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Endividada pela vida
O limite de minhas forças já se tornou inalcançável. Já não sei mais até que ponto vou conseguir chegar. Os problemas vem chegando um a um, querendo chamar minha atenção por eu não estar dando bola pra eles. Eu não quero dar bola, da forma que sempre fiz. Tudo se resolve na minha vida, como tem que se resolver. Não preciso me preocupar.
Ando com um pouco de receio, com um pé atrás, com medo das pessoas.
Hoje parei pra pensar no quanto as pessoas erram comigo e esse é o unico motivo pra minha vida estar da forma que está. Sempre me doei, sempre fiz de tudo pra todos, mas nunca esperei nada das pessoas.
Deveria ter esperado. Deveria ter cobrado as dívidas.
domingo, 16 de novembro de 2014
Astronauta
Cheguei. Não vejo nada, nem o horizonte, ele parou de existir enquanto subia. Tudo que tenho ao meu redor é o espaço cercado da matéria escura que um dia quis desvendar. As luzes que um dia eu via lá de baixo cortar o céu, hoje estão à minha volta e continuam do mesmo tamanho. Porém, um mundo azul que parecia tão grande, hoje vejo brilhar em meus olhos cansados, de um tamanho que eu poderia abraçar com meus braços pequenos. Sou eu, aqui, em frente a ele todo, o mundo todo ao meu alcance. Finalmente cheguei onde queria e agora é tudo tão silencioso. Tudo tão diferente lá de baixo. Eu flutuo, apesar da roupa aparentemente pesada e cheia de aparelhos pra me fazerem respirar e sobreviver ao vacuo pesado que pode me matar. Eu voo como uma pena e não sinto meus 55 quilos. Aquele tubo que me conecta à nave que me levará pra casa é o unico que me segura pra realidade de que um dia vou voltar. Teus olhos de despedida surgem na minha mente, junto com aquele teu medo de me deixar ir, misturado com o orgulho que você teria de me ver chegar até aqui. Eu vim até aqui pra te encontrar, amor, me contaram que você estaria no céu, mas tudo que vejo é uma imensidão silenciosa sem ninguém me ouvir. Alguém poderia me ouvir te chamar? Alguém me enxergaria aqui no alto, a tua procura, à procura do teu abraço? Eu cheguei onde queria e é aqui que quero ficar, no silêncio do espaço, onde não existe céu. Não quero mais voltar ao mundo que você vivia e não vive mais. Cheguei ao ápice da minha conquista, e agora, quem me levará de volta pra casa?
Devaneios dominicais
Queria te tirar da minha vida, ah, como eu queria. Queria ter a capacidade de te ignorar e não olhar mais pra tua cara. Queria passar por você sorrindo e vendo tua cara fechada por eu não te cumprimentar. Queria ver você saindo da festa por ver que eu cheguei linda, sorrindo e acompanhada. Queria, ah, queria muito! Mas o meu corpo te precisa. Meu corpo, minha mente, meu coração, mesmo que você não se importe com o conjunto todo. Aos poucos vou levando esse sentimento com a boca fechada, passando por cima de outros sentimentos pra ficar ao teu lado, erroneamente. Machuca não ser só meu, mas me alivia saber que um pouco é. Machuca saber que se eu virasse as costas, tua vida seria a mesma e não me alivia saber que nunca sofreria por mim e nunca sentiria minha falta. Eu tento permanecer intacta num universo que não me pertence, mas as vezes, sinto falta de ter alguém no meu. Permaneço pela insistência de um dia fazer história na tua vida, mesmo que isso se encaminhe cada dia mais para o lado contrário e eu seja só mais uma, dentre tantas pessoas perfeitas que eu não me encaixo. Me contento, aprendi a me conformar e por você. Só pra você não sair da minha vida. Só pra você fazer meus momentos felizes serem ao teu lado.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Sobre amor e suas idiotices.
Tô tão cansada. E não é desse monte de solicitação de amizade pipocando no meu Facebook. Tô cansada desse turbilhão de sentimentos. Nunca algo que me jogaram na cara martelou tanto na minha cabeça quanto a prensa que me fizeram contra a parede me pedindo:
- E aí, andri, quais você ama?
Eu fui sincera e disse:
- Quer saber? Eu amo quem eu quiser. Porque não posso amar o quanto quiser?
Eu sigo a filosofia de um cara que sigo a um tempo no Ask, que fala muito bem sobre o amor.
Eu tenho amor até por uma pulseira, que carrego unicamente comigo todos os dias e não tiro nem pra dormir - que inclusive está aqui comigo agora - porque ela tem um sentido na minha vida. Amor é algo que não precisa necessariamente ser depositado em uma pessoa, mas transbordar esse sentimento e doar a quem quiser, seja recíproco ou não. Aí está. Amor eu distribuo. Reciprocidade eu mantenho retribuída. Há muito tempo não sei o que é sentir algo por alguém e esse alguém sentir o mesmo que eu. Nem ódio, porque odeio pessoas e elas não me odeiam.
Ficou um vazio.
Eu já amei com tanta força que suportei o fato de não ser recíproco (quem nunca?), mas nada dói mais do que não acreditarem.
Meu bem, nunca fui singular. Meus sentimentos tem plural. Eu posso amar muitas pessoas, mas cada uma tem seu jeitinho de ser amada. Você, eu amei acima de todas elas, mas como não recebi nada em troca, só virou mais um no amor coletivo.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
First love that I made this song about.
Você foi a seção da minha revista, você me enlouqueceu como ninguém em toda a humanidade. Você foi o único com quem eu poderia falar nessa lingua secreta entre nós e os lençois. Você fez minha mente e meu corpo arder, você despertou a fúria de uma mulher na noite, e quando eu te conheci, há muito tempo atrás, eu estava tão só, meu coração estava batendo tão rapido e eu tive que escrever essa canção.
E assim vai:
Você me fez sentir tão bonita, como se o sol estivesse sempre brilhando quando você estava no controle. Você é meu Sr. Mistério e não existe nenhuma forma de como eu posso explicar o que você me faz sentir. Nas noites de amores na sua sacada, eu me sentia sortuda. Quem achou que um dia seria eu?
Você me levantava até onde eu queria estar, você fazia tudo tão claramente e eu podia ver que você era o unico que eu estava sempre pensando, meu primeiro amor, pra quem eu fiz essa canção. Você me conhecia bem e você sempre me fez sentir como se eu fosse a unica. Eu sei que o seu amor é real.
Adorava quando você cochichava nos meus ouvidos. Você dizia as coisas mais doces que eu queria ouvir. Eu nunca pensei que eu poderia me sentir assim, e quando eu te deixava de manhã, eu ficava pensando em você o dia inteiro.
Vamos lá.
Quando você me deixou lá naquela dia, eu pensei que você ia voltar de qualquer forma. Não? Mas tudo bem, eu não vou cair. Eu tenho que me levantar e seguir em frente, já que é dessa forma que você quer. E eu não vou ajudar, cansei de procurar um novo amor, mesmo com a minha chance de talvez achar alguém melhor. Eu tenho certeza que você vai se ferrar, e nessa hora você não precisa dizer: "Droga, eu me pergunto por que eu terminei com aquela vadia, agora nós estamos gastando todo esse tempo procurando garotinhas pra pegar. Estou tão sozinho, eu tenho o telefone dela... Eu posso ligar pra ela e pedir pra ela me aceitar de novo."
- Alô?
- Sou, sou eu.
- Hmm, e daí?
- Eu cometi um grande erro.
- É, você cometeu.
Crônica do coração de Bebel.
Quero contar essa história que li. Li tanto que senti, vi, vivi. Gostei. Nada da arte que se confunde com a vida, mas uma noção do que o sentimento pode fazer. Logo eu volto com o blog, agora tenho o app no celular. :)
Ela não era mais uma menina, muito menos, comportava-se como uma mulher. Era ela, autêntica, sem pudor, sem amarras e sem medos.
Ele era o medo dela. Ele era único. Era o motivo de todo o alvoroço na vida dela.
Foram feitos da mesma forma, com os mesmos defeitos e os mesmos segredos. Se podia ouvir o eco em seus pensamentos, encontravam-se no vão do espaço-tempo e ficavam juntos mesmo que estivessem longe um do outro. Mesmo que ficassem dias sem se ver.
Era tarde, estava sozinha. Era o horário em que ela desistia do dia e sabia que aquele não valeria mais. A força com que agarrava o travesseiro dizia: a saudade sempre chegava, mas a dor sempre acompanhava. Não era sempre, mas quando aparecia, era um misto de todos os sentimentos, tanto aqueles bons que faziam rir e aqueles ruins que faziam doer. Pouco mais daqueles que doíam, porque ela sabia que eram os que mais estavam evidentes depois de tudo que aconteceu.
Chovia de uma forma gostosa, fazia o frio que ela adorava, seria só mais uma noite normal: chuva, travesseiro, música, insônia. Em meio aos barulhos dos pingos na porta, ouviu alguém batendo como se estivesse com pressa. Não teve tempo de pensar em quem poderia ser, abriu a porta da sala e congelou, de frio e de susto. Era ele, no meio da noite, com os olhos molhados. As lágrimas daquele rosto se confundiam com a água da chuva. Aquele olhar cheio de raiva não escondia, não era necessário dizer pra ela entender, mas ele disse:
- Eu odeio te amar!
Assustada por estar de frente com quem havia amado por longos 6 anos e estava há seus exatos 3 meses e 5 dias longe, lembrou das últimas palavras proferidas por ele e fez questão de salientar:
- Você disse que eu não iria mais te ver, vai quebrar sua palavra? - lhe afirmou em tom forte, mostrando a ele que ainda conseguia ser indiferente, mesmo que as lágrimas em seu rosto mostravam o contrário.
Em meio ao choro e a chuva, ele disse:
- Eu também sei mentir.
Aquelas palavras fizeram o seu coração apertar, num instante sua cabeça baixar e cair aquela lágrima no canto do olho que ainda faltava. Ela lembrou de tudo. Levantou a cabeça num gesto automático pra lhe dizer que sentia muito mas as palavras não saíam. Só conseguia se lembrar do motivo que fez os 6 anos se tornarem pó e não podia fazer nada pra voltar no tempo. Ela quis se desculpar, mas o fantasma de 3 meses e 12 dias atrás jamais deixaria. Ele estaria lá, o resto de suas vidas, na forma de um colega de faculdade que a fez deixar de lado todos os seus planos e mudar de vida drasticamente.
- Não posso te convidar pra entrar, você sabe. - ela avisou, na tentativa de quebrar o silêncio, a lembrança e as lágrimas que ficaram quando parou a chuva - Ele está em Buenos Aires, cuidando de nossa mud...
- Eu sei! - ele interrompeu com a voz grave - Só queria ter certeza de que te veria de novo. Achei que dessa vez ouviria você me pedir perdão por ter jogado fora nosso amor.
Ela não podia dizer nada. Bastaram-na as mentiras que lhe disse quando o trocou por uma paixão carnal. Ela jamais imaginaria que aquela atração lhe prenderia a ponto de abandonar a vida que tinha e aceitar ir morar fora do país. Era feliz ao lado do cara que recém conhecera. Tinha tudo que queria, mas bastava parar para pensar que lembrava-se de quem realmente amava, daquele que ela sentia que era seu predestinado. Daquele que era seu outro eu.
- Eu sabia que você não se arrependeria. - ele disse, a encarando com um ar de despedida, tentando ler seus pensamentos. - você nunca me amou.
Talvez nunca tenha o amado, mas naquele momento, sentiu vontade de voltar. Pensou em desfazer as malas e ficar, mas o viu indo embora pela última vez, como sempre, sem ao menos tentar. Retomou sua consciência e gritou da porta da sua casa:
- Eu odeio te amar!