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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Madrugada das mulheres

Cheguei a conclusão que enlouqueci quando peguei o celular da minha amiga, enquanto ela conversava no meu Facebook e enviei uma mensagem pra ele. Não sei o por que. Citei umas dez vezes o nome dele, pensei doze. Ele é atrativo demais pra mim e eu, muito vulnerável. É a velha história do mundo girar ao meu redor, ela volta quando eu menos espero, com um cara legal de bandeja querendo algo comigo, se interessando por mim e me achando interessante, mesmo no momento mais estranho da minha vida. Sempre foi assim e muitas vezes deixei passar por medo de ser cedo demais, acho que dessa vez vai ser diferente por ter mais maturidade no meio.
Comi um pedaço da minha torta de bolacha e ela ficou demais! Desde a separação, eu não fazia coisas assim e tinha estoque de doces na minha prateleira, resolvi tirar tudo pra fora e ligar a batedeira. A minha casa hoje estava agitada com crianças correndo pra lá e pra cá e eu esqueci um pouco dos problemas.
Ainda penso na mensagem que eu enviei, esperei uma resposta, mas lembrei que ele trabalhou o dia todo e deve estar cansado. Sim, ele trabalha! Ele é responsável! E adora o Dudu. 
Ganhei na loteria.
- Hoje o dia é?
- Bom. hahaha

Chuva, barro, formatação e torta de bolacha

Dudu conseguiu a proeza de estragar o sistema operacional do meu notebook. Tive que mendigar o meu próprio cd de instalação do meu próprio notebook e junto com ele, veio mais ingratidão embalada em uma sacola de mercado, com coisas que o Dudu já tem, graças à mãe dele. Não entendo qual a finalidade daquele indivíduo em fazer essas cenas ridículas que não tem explicação e colocar minhocas absurdas na cabeça do meu pai. Só o que eu penso hoje é "por que fui me envolver? por que não adivinhei que ele ia ser criança pra sempre?". Vejo exemplos de pais responsáveis que não são assim, pelo menos sei que o problema não é comigo, e nunca foi. Tô há horas conversando com uma amiga que veio ficar na minha casa hoje e ela passou por isso que eu passei. O marido dela fez o mesmo. Eles colocaram família acima de tudo. Eles ficaram juntos.
Posso dizer que os últimos dois dias que passaram pareciam dez. E nesses dez dias, vivi muito. Resolvi me espantar um pouquinho mais comigo e mudei meu cabelo e no mesmo dia fiz trilha. Saí um pouco da lama e entrei no barro. Meu filho tá fazendo coisas novas e tenho vontade de tirar fotos, gravar, colocar online, mas prefiro a exclusividade de ser só entre a família.
Falando em exclusividade, conheci pessoas diferentes e valeu a pena. Não quero falar muito nisso, mas é algo que me atrai, alguém que é completamente atrativo. Percebi isso quando me vi falando o nome dele sem querer, ou pensando como seria minha vida daqui pra frente se ele estivesse nela, ou pensando que roupa usar quando sairmos juntos. Tô cheia de pensamentos e um encontro marcado.
Mais tarde quem sabe eu volto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O encanto da Cinderella

A vida tá aí pra jogar as coisas na minha cara. E quando eu menos espero, ela me vem com surpresas, e nunca são desagradáveis. É como se eu me dissesse: "Acorda! Você tem tudo!"
E tenho mesmo!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dia de meia chuva

Acabei de voltar da rua e acabou de parar de chover. Parece que o céu sabe que na nossa vida só chove e resolveu contribuir bem na hora em que eu e o Dudu tínhamos que ir na farmácia e no mercado. Quem passa por mim e vê uma mãe tentando fazer de tudo pro seu filho não se molhar, carregando sacolas de fraldas, pomadas e remédios comprados com dinheiro contado (e ainda faltando), com cara de quem criou até hoje um filho sozinha não imagina que no ano passado isso não existia. Fui obrigada a trocar coisas minhas por coisas do meu filho pela desobrigação de quem deveria fazer isso. É um descaso horrível que tenho até vergonha de contar isso no blog, mas acontece.  Há um tempo atrás o "suposto" pai do meu filho (que só é pai porque diz no DNA deles) foi meio obrigado a contribuir com as despesas da minha família, só porque alguém (provavelmente o advogado) mandou, e ao invés de contribuir com o que realmente necessitávamos, mandou coisas absurdas só pra dizer que ajudou. Já não bastava todo os problemas que ele mandou pra nossa vida depois de tudo que fez, mandou a ingratidão embalada junto com comida que o Dudu não precisava no momento (e ainda não precisa!). Eu pensei que era falta de comunicação, já que é a unica coisa que não existe entre a gente, depois de tudo que aconteceu (pelo menos isso!) e resolvi fazer uma listinha das coisas que o Dudu precisava pra ontem e mandei pra ele. Vesti a carapuça de leoa e fiz isso pelo meu filho. Eu sou teimosa e orgulhosa por natureza e sei que posso fazer o que for por ele, mas achei que dar o gostinho de "ser um pai responsável" fosse bom pra ele. Passaram dois dias e nada, é semana de festas na região e o dinheiro em cervejas e cigarro é mais importante que o meu filho bem alimentado e usando fraldas. Acabei confirmando tudo que eu pensava sobre ele. Era tudo fantasia, eram tudo aparências. Tantos homens querendo ser pais e um pai querendo ser criança. Nem me atrevo a chamar um indivíduo desse de pai, porque até hoje, tudo que ele fez foi ser irmão do próprio filho. Hoje tenho certeza que foi tudo premeditado. Parecia que faziam dias que ele estava treinando a mira de uma xícara na cabeça de um boneco com a minha foto e todo o discurso de depois: "vá na delegacia, vá!", como se fosse um favor que eu estivesse fazendo. 
Ontem, depois de eu dizer que separação não é fácil, ainda mais quando se tem uma criança pra cuidar, me perguntaram: "E se ele viesse com mil perdões nas mãos agora?". Por que agora? Qual a necessidade de ver um filho (por mais que ele não entenda - e pra mim, ele acha que o pai dele foi trabalhar e daqui a pouco volta, como sempre foi) passar por tudo isso? Ver quem fez tudo por ele todo esse tempo lamentando em lágrimas e vendendo as próprias coisas pra ter dinheiro pra pagar dívidas? Puro capricho? Na minha vida não tenho mais caprichos, tanto que pensei muito no que me perguntaram e achei que aguentaria muito mais tempo antes de tudo acabar. Há muito tempo eu havia ligado o "não ligo" e achei que conseguiria aguentar até uns tabefes pelo bem de uma família unida a vida toda. Eu estava sendo tradicional, como muitas mães que aguentaram traições, injúrias, brigas e decepções pelo bem dos filhos, mas depois de ter dado um basta, eu me sinto incapaz. Fui incapaz de aguentar coisas, mas não me atreveria a viver de aparências. Ainda espero viver em um casamento, e não vou me deixar abater por isso. Há homens lá fora, por mais que eu ache que todos são moleques que acham que filhos são bonecos que podem ser guardados quando se enjoa. Já passei por outros fins de relacionamento, por mim, tenho experiência suficiente pra seguir em frente. Vesti as dores do meu filho e o que me dói é tudo que ele está se submetendo. Só vou sossegar de verdade quando ele estiver na faculdade, até lá, continuo sendo um escudo.

Uma postagem nada convencional

Eu deveria dar o título que sempre dou pra esse post. Mas eu estou escrevendo ao som de "It Must Have Been Love" e isso não é nada convencional. Hoje intercalei um filme entre os meus seriados e o filme foi "Pretty Woman" pela minha necessidade inquietante em chorar com filmes bonitinhos ou tristes e essa musica estava inclusa na trilha sonora. Deletei minhas redes sociais, por isso não perco mais tempo nelas, deve ser por isso, inclusive que estou dando atenção ao blog. Tive que fazer isso por estar ficando obcecada, mas não pelas redes sociais, mas pela vontade tremenda de saber sobre tudo. Percebi isso quando me vi chorando no domingo por causa de respostas, por causa dos meus problemas. Não sei resolvê-los, não sei como lidar com nada disso e isso me preocupa. Eu realmente estou admitindo que não sei pra mim mesma e isso me deixa com muito medo. Quando temos um problema ou passamos por uma dificuldade a unica coisa que vem à cabeça é "eu não queria que nada disso estivesse acontecendo". É só isso que penso e eu tenho certeza que por mim, nada disso estaria acontecendo. Eu vivi muito tempo em um plural que não sei mais me virar no singular. Passei muito tempo esquecendo de mim e hoje não sei mais me mimar, chego a me assustar quando me olho no espelho com o cabelo feito, maquiagem no rosto, uma roupa agradável e um perfume. Eu estou me decepcionando com o presente e isso me frustra. Eu gostava das vezes em que dizia "há muito tempo não choro", hoje posso dizer que há muito tempo não dou gargalhadas e não valorizei isso. Preferi viver sem as gargalhadas e sem o choro, hoje tenho só o choro, as gargalhadas ficaram num passado distante, quando eu realmente vivia e não sobrevivia.
Fizeram um estrago muito grande em mim, na minha vida, me tiraram de mim e eu não sei mais me encontrar. Se alguém me achar, por favor, me devolva.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Só pra matar a sede #45

Preciso me atualizar, preciso atualizar o blog e a minha vida. 
Não quero falar sobre isso agora. Penso no meu filho e choro. 
Logo eu volto.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Só pra matar a sede #44

Em base de todo julgamento que vou receber eu digo a todos: 
Passou o tempo e eu me desagarrei cada dia mais do que nos é imposto já quando nascemos, sem nem ter uma opinião formada pra saber se é esse mesmo o caminho que queremos seguir. Não estou dizendo fervorosamente que não sou cristã ou que sirvo "o outro lado", ao meu ver, quando não acreditamos no improvável, não acreditamos em mais nada que não seja real, comprovado, teoricamente mostrado ou físico. Minhas escolhas não dependem mais do julgamento de um ser celestial e fico feliz em me diferenciar por escolha própria. Tinha medo de ser vista dessa forma, temendo a "justiça divina" e isso faz parte de toda pessoa cristã, esse é o motivo de ter escondido isso muito tempo, o que não imagino ser certo.
Não tenho mais medo de nada. Nem de circunstâncias, nem dos meus pensamentos, nem de minhas consequências e pretendo viver minha vida da mesma forma, ou seja, não quer dizer que eu vá deixar de escolher sempre o que é bom pra mim, porque não preciso de regras pra saber o que é doce e o que é salgado, tenho a mente aberta a toda sabedoria que eu puder agregar à minha vida. "Mais importante que ter uma religião, é encontrar a religiosidade dentro de si mesmo. Encontrar o sagrado, pode ser apenas e tão somente uma questão de praticar a paz, não apenas dentro de nós, mas principalmente fora de nós. Assim tornamos o nosso mundo o próprio paraíso na Terra."
Estou me sujeitando a um certo preconceito, porque nada no mundo hoje em dia é aprovado quando não está "aos olhos de Deus", mas digo que se querem me fazer ser cristã, os faço pensar em suas ideologias, e elas costumam ser maiores que os seus julgamentos.
Assim como eu respeito a todos e aceito cada crítica como construtiva, peço que respeitem a minha posição.