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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Só pra matar a sede #36


 Uma breve história sobre a minha vida REAL:

Minha infância foi como de todas as outras crianças. Fui muito mimada pelos meus pais, graças aos “bons ventos” que pairavam naquela época. Nunca me aproveitei muito disso, se meus pais faziam isso era por amor e vontade de me ver feliz. Hoje poderia ser uma patricinha fútil, mas nunca precisei ser isso. Nos mudávamos bastante, e mudei varias vezes de escola, então nunca consegui firmar uma amizade sólida com alguém, porque logo me distanciava. Estudei em escolas particulares, estaduais e municipais, então fiz amizade com todo tipo de classe social, incluindo pessoas que não são tão “aceitas” na sociedade. Nunca dei muito valor à isso, e com muito orgulho, eu nunca tive preconceito de ter amigos que algum dia fizeram algo ruim na vida, como por exemplo, usarem drogas. Sempre tive consciência do que fiz, então não me importava com a vida alheia. Meus pais, como os de todo mundo quiseram sempre me dar a melhor educação, me deixando longe de qualquer tipo de coisa ruim e por muito tempo me senti presa em minha própria casa, que me fez ter depressão aos 16 anos. Como toda adolescente, eu me revoltei com a vida muitas vezes, e com o gênio forte que tenho, tentei muitas vezes provar pras pessoas que tudo era diferente do que elas pensavam. Minha adolescência foi como a de todos os outros adolescentes, vivi, sorri, chorei, me apaixonei, descobri coisas, caí, levantei. É a fase que todo mundo quer aprender com a vida, ver novos mundos, conhecer coisas, provar a aventura de estar entrando no mundo da independência, no meu caso, emancipada. Por conta da minha certa “bipolaridade” tentei prejudicar a mim mesma (graças a Deus a mim mesma) e fui pro hospital algumas vezes por bobagem, mas como todas as outras pessoas com depressão. Fiquei muito tempo sem sair, sem festas, sem amigos, e quando vi o quanto isso era bom e o quanto eu não tinha aproveitado, eu aproveitei da melhor maneira possível, me diverti da melhor maneira possível, conheci e desconheci pessoas, lugares, coisas... não tenho do que reclamar da minha adolescência. Eu realmente aproveitei ela. Hoje eu continuo aproveitando, eu ainda me acho um tanto adolescente, mesmo com as responsabilidades que não tinha com 16 anos. Agora eu tenho uma casa pra cuidar e um emprego pra me dedicar. Não existe idade pra parar, existe vontade. Não existe responsabilidade demais, existe saber medir trabalho, casa e diversão. Talvez eu vá continuar nessa mesma coisa de um dia conhecer alguém que faça eu mudar minha rotina, como algumas vezes aconteceu, mas enquanto isso eu vou continuar a mesma andri que eu sempre fui, mas mudando a ideologia a cada dia.


E agora a versão que algumas pessoas insignificantes acham que é:


Sempre fui na minha morô? Quando eu era criança eu não tava nem ai, eu queria era torrar a grana dos meus pais. Quando eu cresci eu queria era sair com as piores pessoas e usar as piores drogas, fui internada por causa disso e tenho DSTs que peguei na cadeia quando fui presa por agressão aos meus avós. Hoje em dia não faço nada da minha vida que não seja conhecer homens por dinheiro. Beijos
E me traga mais vodka e cigarros que acabou.



Oh wait, tem uma diferença aí..
Qual você acha que é a versão mais "legal" pra acreditar?
Pois é, e quem se ferra é a Andri.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Só pra matar a sede #35

OPORTUNIDADES



sim, todos temos. eu tive várias na minha vida, que costumo chamar de aprendizado. A cada coisa que digo: "droga, perdi!" eu posso futuramente nunca mais perder. Hoje eu comecei a lembrar das lições que tive em relacionamentos passados..
Lembrei na hora lá do primeiro namorado que eu tive, que eu aprendi que quando alguém nos ama, nos quer o tempo inteiro por perto, nos faz feliz e se magoa se não damos valor. Isso principalmente, dar valor. Aprendi que quando não valorizamos o amor de quem nos ama de verdade a gente acaba magoando e perdendo. Quem dera eu ter me conscientizado dessas lições. Magoei muita gente sem o menor senso. Mas lembrava daquela lição, sempre lembrava.
Foi aí que lembrei do que veio a seguir. Conheci a maior das minhas lições. Ou melhor, o professor que mais me ensinou.
Foram alguns meses de aulas práticas até a hora em que me vi dirigindo, sem rumo, chorando como criança, olhando pra trás e vendo eles na porta. É como se fosse ontem, consigo lembrar até do cheiro, até da cor do dia, até do abraço de “espero te ver de novo” que eles me deram.
As vezes me perguntam: Andri, você ainda chora quando falam deles? Sim, eu choro. Eu choro só de lembrar, eu choro de emoção de lembrar de cada segundo, de cada momento que eu nunca esqueci. Foi ali, naquele lugar que aprendi as lições mais valiosas pra qualquer relacionamento que eu queira ter. Fui completamente abençoada de ter isso.
Aprendi que quem nos ama quer a nossa proteção. Muitas vezes isso se chama ciúme, e faz coisas absurdas na nossa vida. Mas é esse ciúme que faz você se sentir totalmente protegida por alguém que JAMAIS vai deixar outra pessoa tocar em você sem que seja com o mesmo carinho, mesma atenção e mesmo amor, JAMAIS vai deixar alguém falar algo que você não seja, ou algo que agrida a sua reputação, JAMAIS vai te deixar chorar que não seja de felicidade. Aprendi que temos que deixar as coisas claras, pra nunca criar duvidas sobre nossos sentimentos. Aprendi o valor de cada coisa, pequena que seja. Aprendi a dar valor diferente às coisas banais..
Hoje dou mais valor a um beijo na testa do que um amasso na frente do portão. Ao sorriso de uma criança ao valor de um presente caro. Aos pais esperando pro jantar em família pra apresentar a nova namorada do que um jantar no restaurante mais caro da cidade. Dou muito mais valor a um sorriso de aprovação do que um “tanto faz”. E aquela historia do Eu te amo banalizado... eu dou mais valor ao abraço que diz em todas as línguas.
Segurança, confiança, amor, ciúme, proteção, família... eu tive tudo isso. Eu sinto SIM falta disso em alguém.
Não venham me dizer: “andri, por que sentir falta de alguém? Parte pra outra.”
Eu não sinto falta de alguém, eu sinto falta desses momentos, só isso.
Se eu tive tudo isso um dia, porque eu ainda vou querer algo que seja inferior a isso? Por que vou me iludir com quem jamais vai fazer eu me sentir bem? Por que eu não posso encontrar pessoas inteligentes, protetoras e que gostem das mesmas coisas que eu? Será que as pessoas entendem agora porque eu procuro tanto alguém e não encontro?

Ta na hora de alguém fazer melhor que minha tatuagem.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Só pra matar a sede #34

 A melhor parte de mim leva o meu caminho até você, isso é o que me deixa mais forte. Me faz tão bem, me faz tão bem que perco o medo e me sinto melhor! Já posso enfrentar todos os meus problemas, pois agora sei que quando acabar você vai estar aqui. Eu posso ver, posso sentir, quando tudo acabar será você e eu! A sua presença já me faz tão bem! Eu não vejo a hora de te ver sorrir.


Nãão, eu não estou apaixonada ushaushaus
na verdade eu sempre fui apaixonada :)






to numa good trip galera.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Só pra matar a sede #33

"Pau que nasce torto, morre torto." Me perguntaram hoje se as pessoas mudam com o passar dos anos... Sim, mudam. E isso eu achava até conviver com pessoas que são as mesmas até hoje! Eu não entendo como alguém pode viver nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, usando as mesmas roupas, falando as mesmas coisas, usando as mesmas desculpas... Evolução! É isso que eu penso.. Como uma pessoa pode ficar meses/anos sem evoluir? Não consigo ver uma pessoa a 4 anos fazendo as mesmas coisas, ou outra a 2 anos usando as mesmas roupas e o mesmo estilo. Ou então uma pessoa a um ano mentindo as mesmas coisas e persistindo nas mentiras... as pessoas devem se perguntar porque eu gosto de ficar no meu canto. Taí a resposta: antes só do que mal acompanhada!


aff, to com muita vontade de xingar! Eu queria poder pegar certas pessoas pelos ombros, sacudir e dizer: OLHA O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO! Hoje eu tava analizando o quanto algumas pessoas poderiam ser felizes ao meu lado (sim, eu tô falando de romance herp derp), teriam tudo comigo.. Muitas vezes aquilo que tão procurando hoje em dia.. Mas resolvem se voltar contra a coitada da andri que não faz nada de mais a não ser viver a vidinha medíocre dela. Esse é o problema! Não conseguem me ver quieta! ¬¬'
Eu respondi agora pouco no meu Formspring uma pergunta que fala tudo sobre a minha indginação:



Em sua opinião, o que faz uma pessoa perder seus valores? (asked by Taisferro)


aquelas pessoas que querem mostrar que são maiores/superiores/fodas/perfeitas e só sabem olhar pro próprio umbigo, tiram vantagem EM CIMA de pessoas, fazem delas NUMEROS, OBJETOS, TROFEUS e dão valor à coisas materiais e futilidades. Não cuidam da imagem pessoal, acham lindo estragar a propria vida, dando valor a sexo sem compromisso e pessoas sem sentido. Pessoas assim, pra mim, não tem VALOR NENHUM!




tá, vamos esclarecer: eu me destruo, eu sei. Ou me destruía porque né, faz duas semanas que começei a trabalhar em outra cidade, então não tenho mais tempo pra me "destruir". Enfim, Já ouviram a expressão: "Faça o que eu diga, mas não faça o que eu faço"?
Isso serve pra pessoas que já passaram por tudo nessa vida, tem histórias pra contar e conselhos pra dar, mas são terríveis pra seguir como exemplo. Ou seja, eu.


Conselho numero 1 da andri: ME OUÇAM MAIS!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Só pra matar a sede #32

Eu ando na minha ultimamente.. Ando analizando as pessoas, as atitudes, tudo ao meu redor. Vejo cada coisinha e levo como aprendizado seja lá o que for. Andava estranhamente errada ultimamente, com uma sede de ficção, com vontade de contar histórias, de mostrar todo o lado bom das coisas e deixar o lado ruim escondido... Todos os dias eu ia até o Twitter e contava as coisas lindas que aconteciam comigo durante o dia, ficava cada vez mais obcecada pelo "perfeito". Eu parei pra pensar... E comecei a valorizar os momentos bons que acontecem na minha vida de uma forma diferente. Antes, a minha forma de valorizar era contar pro mundo inteiro. Agora, se eu valorizo, eu torno MEU. MEUS momentos, MEUS amores, MINHAS imagens mentais, MINHAS risadas, MEUS lugares incríveis. Jamais imaginei que coisas ótimas que acontecem comigo podem ser só minhas e eu não tenho a obrigação de mostrar essas coisas pra ninguém! Se vi o sol nascer ao lado de pessoas incríveis, se me tornei destaque em algo que gosto, se fiz novos amigos, se aprendi uma nova piada.. Essas coisas agora ficarão comigo. Eu aprendi que cada pessoa tem seu jeito de ver as coisas boas. Pra uns, a unica coisa boa é comprar aquele carro do ano, mas pra outros, é ver o sorriso de alguém que passar por você na rua. A muito tempo na minha vida eu aprendi a olhar as coisas boas, não SÓ as coisas boas, mas sempre em primeiro lugar aquilo que me faz feliz. Aprendi muito com isso, e quero continuar aprendendo cada dia. É, eu to ficando velha. To dando conselhos demais, to criticando demais, to falando demais da vida e to fazendo amizades de menos. Eu  não sei se eu que quero muito esse meu mundinho cor-de-rosa que ninguém entra, ou meu mundinho que quer ficar fechado e não deixar ninguém entrar... Bom, as duas coisas me favorecem. Eu to de novo numa rotina. É a coisa que eu mais amo na minha vida, porque me dá bases, me dá horarios certos, tarefas certas, e eu gosto dessas coisas certas! Tenho a minha casa pra cuidar, tem dona-de-casa que goste de algo mais que isso? Tenho um emprego "normalzinho" que me faz dar boas risadas.. Tudo bem, eu tenho uma rotina de velha. Mas se "ser velha" é ter o meu life style..
Prazer, dona andri, a velhaca.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Só pra matar a sede #31

as vezes você pensa ter feito a coisa certa, com o pensamento certo, com o ato certo, mas acaba errando em quem confiar, e quando as pessoas mais próximas de você acabam sendo as que não são confiáveis, é quando o seu teto desaba pela cabeça sem saber por onde ir, e você procura um lugar onde possa se aconchegar, tentando encontrar alguém pra poder explicar sua história esperando que ela resolva o seu problema. você fica com aquela coceira na parte de trás da orelha, engulindo cuspe, com tudo dando errado e você mostrando que a esperança é a ultima que morre. você ouve a palavra amigo e não acredita que ela existe, pois você não tem nenhum. você ouve de alguém 'eu te amo' mas você não ama ninguém. você quer saber o que é uma familia, só que você não tem uma. tudo desaparece, é você e o céu se conhecendo e conversando coisas que não fazem o menor sentido pra todas as pessoas, exceto pra você, que é a unica que acredita. todas as respostas pra você parecem desaparecer e criar opções que trarão consequências ruins e você aceita porque acredita, você é a unica pessoa que mantém sua confiança. Pagodeiro? Guitarrista? Contador? Advogado? Cantor? Pintor? Pedreiro? Lixeiro? Pegador? Viva o que a vida te dá, cada segundo de cada vez, respire e veja como é bom estar vivo, tenha o controle não seja controlado, sinta que você pode, que você tem tempo e que SEMPRE você pode fazer mais por você e pelo principal por sua Familia, seu marido, sua esposa e seus filhos, pois serão as pessoas que mais te darão alegria na vida, tenha esperança de que pode dar certo.

Maldita memória...



mal posso ver seus movimentos!