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domingo, 10 de abril de 2022

Atualizando

 Não sinto que seja necessário contar em um blog desatualizado as novidades da minha vida, mesmo que tenha mais de mil desde a última postagem, a questão nem é essa. O problema é o foco indo embora, a vontade, o ânimo, o visível despreparo que tenho pra encarar uma coisa que pra mim, há anos atrás era meu cotidiano e hoje é quase que uma obrigação de deixar tudo o mais atualizado possível. Não tenho nem como comentar sobre minhas dores, porque nem eu sei mais o rumo que elas tomaram, a bagagem já está tão cheia que não consigo mais nem carregar tanta coisa. Mas é o que dizem: "suporte", "aguente firme", "veja o lado bom", "aceite, a vida é assim", o discurso se estende pra todos, somos fadados a aceitar, afinal, não temos escolha. Eu, de fato, nunca tive escolha, ou aceito ou recebo o zero. E muitas vezes escolhi receber o zero. Hoje não mais, talvez me rendi a zona de conforto, ou talvez eu esteja muito velha pra certas aventuras. Ou evoluí mentalmente. Só sei que tudo que tira minha paz eu hoje tiro da minha vida, mesmo que os restos fiquem comigo, a sujeira em baixo do tapete vai sempre estar ali. Queria poder arrancar de mim qualquer resquício do que me faz mal, mas sempre, sempre vai estar ali. Pro resto da vida.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sobre relacionamentos

Oi, amores! Hoje é mais um dia de folga e eu, novamente, estou enfiada na tela assistindo seriados. Comecei uns novos e estou assistindo os de sempre, como sempre. Fazia tempo que não tinha tempo pra isso, é estranho, não sei se estou gostando, mas essa sensação de liberdade é boa... Só não me agrada o fato de estar sozinha. Tenho trauma de ficar solteira, parece que nenhuma rotina funciona. Estou sendo influenciada demais pelos seriados que assisto e fico querendo ser um dos casais que vejo, hahaha. Ontem foi uma noite chata pra mim, desmoronei chorando, meio sem motivo. Venho carregando uma mágoa absurda de relacionamentos passados e tenho medo do que venha a acontecer nos próximos. Mas reitero: não quero ficar sozinha, é frustrante! Talvez isso tenha influenciado o choro descontrolado de ontem. Me peguei analizando muitos pontos, principalmente sobre o que aprendi até hoje sobre estar com alguém, sobre respeito, sobre liberdade, sobre fidelidade. O que me conforta é que eu sempre agi certo. Ontem eu estava conversando com uma amiga que veio me ver e me vi pensando que aquela amiga eu só tenho porque ela era amiga do meu ex. Aí está uma coisa que eu costumo ensinar: não proíba seu namorado de ter amigas, seja amiga delas também! Se ela te respeitar, a amizade continua, caso contrário, o afastamento é natural. Aconteceu isso algumas vezes. Tem tantos pontos do relacionamento que eu queria falar, tanta coisa que aprendi nesse tempo que não foi tão disperdiçado assim... Aprendi principalmente a ser quem eu sou, a saber aceitar as diferenças do outro, a ter uma hora só pra mim, a não exagerar no afeto. Essa parte é dificil, mas tem pessoas e pessoas. Algumas não merecem que você se entregue inteira, porque não vão se entregar à você. Tome cuidado com dependências, você não pode fazer da vida de alguém a sua vida. No final, você não vai ter nada. Eu vivi minha vida pra agradar alguém, hoje, sinto um aperto grande e fica na minha cabeça o dia todo uma unica palavra: INGRATIDÃO. Isso que dói pra caramba quando acaba. Você não sente saudade, você sente falta de fazer algo por alguém. É chato, porque você procura alguém pra suprir. Eu conheci alguém que está me fazendo um bem danado, mas ainda fico com medo, apesar da minha vontade de abraçar falar mais alto. Ainda não completei meu sonho de ter um relacionamento estável, mas ainda vou ter. Chegar em casa de um dia de trabalho e ser recebida com conforto ao invés de ter a sensação que um filhote de cachorro tá pulando nas suas pernas querendo que você brinque com ele. Preparar um jantar pra alguém com vinho e seriado ao invés de comer qualquer bobagem, assistir a mesma coisa de sempre e ser julgada por encher a cara de qualquer bobagem pra esquecer o dia chato. Ter alguém pra conversar durante horas sobre física quântica e idiotices da internet. Rir de tudo, rir da vida, rir dos outros, rir de si mesmos. Ter alguém pra pegar na minha mão e dizer que tudo vai ficar bem, quando não está, ao invés de ter que resolver os problemas todos sozinha. Rotina. Planejar casamento. Planejar férias. Planejar família. Ter contas pra pagar e trabalhar pra isso. Não temos uma idade certa pra casar, não é? Acho que ainda tenho tempo. Pode ser que eu case com 50 anos. E se eu não casar? Ah, não quero mais pensar nisso...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Abstinência do amor

Eu tinha chegado às seis da tarde no terminal do metrô, mas meu corpo ainda estava lá na casa que morávamos, recolhendo os restos do que sobraram dos nossos anos juntos. Oito anos cansativos, tentando remar contra a maré e sem propósito nenhum, mas juntos. Tudo me lembrava desses oito anos, mas o que me encantava era olhar o pôr do sol quando saí da estação e lembrar que no mês anterior vimos juntos o sol sair no fim da tarde, depois de um dia longo de chuva. Sentamos na varanda para contemplar e o seu sorriso me transmitia a serenidade de que nada mudaria. O brilho do sol no seu rosto me mostrava que a paz tinha se instalado na nossa vida e jamais sairia. Aquela foi a última vez que me enganei pelo seu sorriso disfarçado, pelo seu olhar distante. Enquanto preparava o jantar, jamais saberia que naquela noite, há um mês atrás, seria a última que nos abraçaríamos pra dormir. Se soubesse, teria te dado mais carinho, teria te dito mais uma vez que sempre estaria ali por você. Jamais pensaria que você iria embora naquela noite, mas quando acordei na manhã seguinte você não estava mais lá. Te procurei por toda a casa, subi as escadas correndo de pés descalços achando que te encontraria na sala de música, ou na sacada, lendo nosso livro preferido. Pude ouvir sua voz me dizendo: "bom dia, meu amor", mas tudo que ouvi foi nosso gato, Misfit, arranhando a porta para sair. Desci até a cozinha para encontrar um bilhete seu dizendo que saiu comprar o café da manhã, mas a mesa estava vazia. O seu carro estava na garagem, ao lado do meu. Na sala, a televisão estava desligada, apesar de você sempre deixar ligada quando acordava. Sentei na mesa de jantar na sala ao lado e fiquei pensando no que teria acontecido. Fiquei imóvel, olhando o quadro do nosso casamento por horas, acabei atrasando o almoço, pensando que você poderia estar fazendo alguma surpresa e me levaria para almoçar em um lugar especial, como fez na semana passada. Tive que ter coragem para olhar dentro do closet e ver que suas roupas tinham sido tiradas de lá. Fiquei imóvel mais uma vez. Senti lágrimas correndo no meu rosto e pensei que aquilo era um sonho terrível e queria acordar. Peguei meu celular e tentei ligar. Ouvi ele tocando na sala e não tinha percebido que ele estava lá. A tarde estava indo embora e nada de te ver, nem ter notícias suas. Aquela foi a pior noite que tive em anos, senti um frio absurdo por não ter seu abraço. No dia seguinte não consegui abrir as janelas, apesar do sol tintilar nas frestas, depois de dias intermináveis de chuva. Não tive coragem se quer de trocar de roupa, peguei Misfit no colo, fui até a cozinha e preparei um café tão amargo quanto a noite anterior. Subi as escadas e num súbito senti uma dor forte no peito e meus olhos se enxarcaram de lágrimas. Sentei ali com Misfit ronronando e fiquei por um longo tempo chorando e pensando em tudo que estava acontecendo. Passei o dia sem se quer me atrever a assistir os episódios novos do nosso seriado preferido, esperava você pra assistirmos juntos. Esperei em vão. Mal olhei pra fora naquele dia e assim foram os próximos dias. A dor continuava e aumentava cada dia mais. Um dia em que eu já nem tinha me levantado da cama ouvi um carro se aproximar da nossa casa, que ficava afastada da cidade, depois de dois quilômetros de estrada de chão. Senti medo por estar sem você para me proteger e angústia por achar que poderiam ser péssimas notícias. Eram nossos amigos, Antônio e Gabriela, que quando pararam o carro me lembrei que tínhamos marcado de ir com eles para um fim de semana na praia, mas mal lembrava que era sábado e mal sabia que já passava do meio dia. Não me atrevi a atender a porta e fiquei imóvel, na cama, enquanto Misfit miava na porta. A campainha tocou duas vezes e ouvi o barulho do carro indo embora, olhei pela janela e só vi a poeira deixada pra trás. Não me perdoei por ter perdido a chance de contar o que tinha acontecido e neguei ser ajudada por nossos amigos. Aquela solidão era somente minha, mas eu estava sucumbindo à ela de uma forma desenfreada que me deixaria cada vez mais angustiada num ciclo sem fim. Foi um longo mês, de cortinas fechadas, cafés frios, livros de romance que me faziam chorar cada vez mais e uma saudade que se instalou e não me deixou em paz. Um mês que foi embora e levou o seu último sorriso, o último abraço e um último jantar. O meu telefone ficava ao meu lado esperando uma ligação sua, minhas mãos já estavam finas por não comer direito e a aliança do nosso casamento já caía do meu dedo há dias. Quando o telefone tocou, atendi no primeiro segundo, na esperança de ser você. Era minha mãe querendo notícias nossas e pela primeira vez consegui falar sobre o que estava acontecendo, apesar de não conseguir dizer uma palavra sem que com ela venha um mar de choros e lamúrias. "Ele me deixou, mãe. Ele foi embora e me deixou. Ele só levou as roupas, e me deixou aqui, sem ele. Ele me deixou!". Eu não podia mais conviver com essa dor, ela piorava a cada dia e eu estava ficando doente. Doente de amor. A dor no peito que eu sentia era forte demais pra uma mulher pequena como eu. Meus pais moravam em uma cidade vizinha e me pediram para ficar com eles, mas tudo que eu tinha era a certeza que você voltaria. Teimei em abandonar nossa história e jamais viveria em lugar nenhum que não fosse a nossa casa. Os pensamentos mórbidos rondavam minha mente e entraram sem pedir licença. Me vi sentada no chão da cozinha com uma faca na mão e comecei a chorar sem parar, pensando que não poderia viver sem ter você na minha vida. Foi nesse momento em que vi que precisava de ajuda e aceitei ficar na casa dos meus pais. Quem sabe, você voltaria? Quem sabe iria me buscar na casa deles? Tomei um banho longo, coloquei uma bermuda, uma blusa e um tênis. Fiz uma mala com roupas de verão, peguei Misfit no colo e fui até a garagem. Dentro do meu carro estava uma sacola que tinha esquecido há um mês. Eram os remédios pra dormir que você tinha me pedido pra buscar na cidade, quando chegou do consultório por causa das suas crises de insônia. Me lembro de ter te chamado de esquecido, e que antes de eu sair, você me deu um beijo e agradeceu por me ter na sua vida. Fiquei encarando aquelas três caixas de remédio da mesma forma que Misfit encara uma borboleta quando pousa na nossa sacada. Eu tomaria a decisão que não deveria, mas a dor cortante de pensar que você nunca voltaria me fez querer nunca mais voltar também. Voltei com Misfiit, as caixas de remédio e as chaves do carro pra dentro de casa. Deixei nosso querido gato ao lado de um comedouro inteligente, que comprei por causa de nossas constantes viagens com os amigos e por ter que, muitas vezes, deixar Misfit sozinho em casa. Voltei ao carro, ainda encarando os remédios em minhas mãos, mas agora, na companhia de um rum que ganhamos de presente de Antônio. Eu já não chorava, eu estava em pânico. Tudo ao meu redor parecia não existir, a sensação que tive era que o tempo tinha parado naquele momento e eu não me lembrava mais de nada na minha vida. Abri a garagem e saí com o carro. Olhei pelo retrovisor aquela casa que tinha nos abrigado em uma felicidade enorme quando compramos ela, cinco anos depois do nosso casamento. Foi a última vez que a vi. Foi a última vez que vi Misfit, vi nossos móveis, nossas bagunças, aquele quarto de música, a lavanderia cheia de roupas pra lavar. Fui dirigindo até a estação de metrô, onde deixaria meu carro num estacionamento pago e essa seria a última vez que o veria também. Quando estacionei, não pensei em nada, simplesmente tive o impulso de abrir a garrafa de rum, abrir as caixas dos remédios e tomar todos os que podia. O metrô chegaria em dois minutos e eu estava indo praquilo que era meu destino. Depois de tomar todos os remédios com o rum, deixei as chaves de carro com o motorista e entrei no vagão. Em alguns minutos chegaria à estação da cidade dos meus pais e você não estaria lá. Lembro-me de chegar na estação e na hora em que fui sair, caí no chão. Tudo que eu via era o céu escurecendo pelo final da tarde e pelos meus olhos que lentamente iam se fechando. Ouvi sirenes, ouvi a voz de meus pais e vi você. Estava lá, me olhando, com os olhos encharcados de lágrimas, mas eu não podia falar nada. Nada saía. Eu não reagia. Eu queria poder te contar o mês horrível que tive, te dizer o quanto a abstinência desse amor doeu e o quanto eu sentia sua falta. Queria saber os motivos de você ter ido embora, mas nunca pude saber. Agora eu tinha ido embora sem poder consertar os erros e voltar àquele fim de tarde em que olhávamos o sol se pôr. A abstinência tinha acabado, mas com ela a minha vida também. Eu não ouviria mais um bom dia seu, de qualquer forma. Depois de todos esses anos lutando ao seu lado, eu lembro da última coisa que ouvi antes de meus sentidos não existirem mais e que poderia ter falado antes de você me deixar: "Eu quero ir com você!".

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O blog abandonado vai voltar? Não sei, mas queria.

Olha eeeeelaaa! 
Eu vou pular a parte do "pobre blog abandonado sozinho na web" e dizer que minha vontade era ficar escrevendo o dia todo nessa coisica aqui, mas infelizmente não tenho como. Primeiro que não posso fazer isso sem ter um computador em casa e segundo que não tenho nem um pingo de paciência pra fazer isso no celular, apesar de poder (talvez eu faça posts curtinhos nele, mas não sei). Tenho muitas ideias que queria colocar pauta aqui, alguns pensamentos meus que ainda serão usados no futuro pelo mundo todo. Pensei até em fazer um canal no YouTube porque vamos combinar que fazer vídeo é mais fácil que escrever, mas eu sou do tempo em que tudo aqui nessa internet era mato e ainda gosto do meu velho (beeeem velho) blog pra escrever as bobagens que só passam dentro da minha cabeça. Garanto que tem mais pessoas que tem desvios mentais (hahaha) iguais aos meus e acham interessante ler o que eu escrevo e até se identificar. Nessa era Whatsapp a verdade nunca mais é a mesma. A gente fantasia um mundo, vejo tanta gente sendo alguém na internet e outra fora dela, mas já virou rotina. Aqui pelo menos eternizo meus devaneios e continuo sendo a mesma pessoa, mesmo que esteja um pouco "maquiada". Muita coisa aconteceu e eu quero contar. Muita coisa vai acontecer e eu também quero contar. Hoje sou a mulher casada que era antes, mas agora um pouco mais consciente e madura. Chega uma época da vida duma mulher que ela não quer mais simplesmente ter tudo, ela quer estabilidade pra poder ter tudo que precisar. Ai, a vida. Mas enfim, estou na lan house (tal qual uma neandertal) e preciso ir embora. 
Obrigada por ler isso, seja você quem for. Fico feliz de ainda ter visualizações (talvez de pessoas querendo posts novos), então vou continuar por vocês.
Feliz dias dos pais e tal. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mundo de mentira

Descobri hoje, com muita reflexão, que eu vivo em um mundo de mentiras, falsos sentimentos, atitudes forçadas, alienadas. Tenho a impressão de que o mundo é montado: tem roteiro, personagens, pura ficção. Observo tudo ao meu redor com muita atenção e cada detalhe é considerado. O que eu vejo são sorrisos fingidos, amores traídos, gente pisando em gente, um ar contaminado pela inveja, gente fingindo ser amigo pra poder se vangloriar, gente passando por cima das próprias palavras e mentindo pra si mesmos pra se sentir melhor. Se quisesse, hoje, contaria nos dedos a quantidade exata de pessoas que ontem faziam algo por mim e hoje me prejudicam por puro capricho de se sentirem passando por cima do meu caráter inatingível. Sabem por que é inatingível? Porque às vezes me deparo com pessoas de verdade, que olham no olho, são transparentes, sem mistérios. Elas são aquilo que se mostram para você. Estas pessoas de caráter admirável e sentimentos puros não se deixam levar pela onda de falsa devoção e eu os levo ao meu lado, sem me deixar abater. 
O jeito é respirar fundo e continuar atenta naqueles que realmente fazem a vida valer a pena, e permanecer bem longe dessa negatividade que me prejudica.
Posso passar pelo que for, podem até debochar da minha palavra, mas tenho orgulho do caráter que sempre tive e sempre vou ter!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Mulher

Mulher diz tudo o que sente sim, mas com uma grande diferença: sem dizer nada. Sabe quando ela demora para responder suas mensagens? Ela se segurou o dia inteiro para mostrar a você que não teve tempo e que não se importa tanto assim. Sabe quando ela não te chama no whatsapp ou no facebook? Anos de estudos para fazer um doce, fingindo que não está morrendo de saudade. Sabe quando ela passa reto de nariz em pé, toda linda e esnobe? É o ”vou fingir que não te vi”. Sabe quando ela não te responde de primeira? Apenas um teste para ver se você está interessado o suficiente para chamar de novo. Complicadas. Inteligentes. Superiores. Enquanto nós homens se achamos espertos elas simplesmente são, sem ter que achar nada. Ela diz que te odeia e te manda ir embora, mas experimenta sair de perto dela para ver o que acontece. Ela desliga o telefone na sua cara e diz que vai sair com as amigas a noite porque você nunca a mereceu, e na maioria das vezes ela deita na cama e chora. Seres extremamente fortes. Mulher sabe sorrir quando quer chorar. Mulher sabe desprezar quando quer amar. Mulher sabe ignorar quando a maior vontade é ligar e pedir o amor do canalha de volta. Mulher pensa com o coração e age com a cabeça. Dentro de uma mulher existem sentimentos ocultos. Vulcões em erupção camuflados por enormes geleiras. Mulher tem o poder de passar do lado do babaca que partiu seu coração de salto alto, sorrindo e deixa para chorar em casa. E sabem porque gostam tanto de mulher? Porque a mulher pode estar perdidamente apaixonada. Pensar em alguém 24 horas por dia e fazer hora extra. Olhar o telefone de 5 em 5 segundos, e a cada toque, achar que é ele. Mas, meu caro, tenha certeza que você jamais saberá disso. Na verdade ela pode estar tendo overdose de amor, ataque de ciúmes, caindo os cabelos de raiva. Mas para ele, ela vai estar vendo um filme de romance na tv e repetindo milhares e milhares de vezes: ”Homem? Ahh.. Só fazendo um modelo novo de fábrica. Zero km. E que de preferência não fale, para não mentir.” Ela pode ser meiga e doce, mas experimente dizer isso a ela. Ela simplesmente sorri com olhos de cinismo e diz “vai sonhando”. Ela sonha com uma casa simples com dois ou três filhos correndo pela sala, mas te jura que o seu maior sonho é ser bem-sucedida profissionalmente. Dona de casa? Jamais. Enquanto te conta seus planos futuros sobre o emprego e o salário que pretende ganhar, ela tira suas medidas mentalmente para levar no alfaiate da esquina e planejar o terno que você vai estar usando enquanto a espera, com o vestido e o penteado que por ventura, ela já escolheu. No altar, ou na cama.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Carta incorrespondida

Eu ainda entendo tudo que passamos e todo o sofrimento que eu impus na tua vida. Eu me arrependo sim, de todos os meus erros, algo que te falei milhares de vezes diretamente e indiretamente. Eu mudei por você, eu tive uma lenta metamorfose pra chegar até aqui, tanto tempo depois. O que eu era naquele tempo, hoje sou melhor. Eu adaptei minha vida a lembrar de você. Depois do meu penúltimo relacionamento (o ultimo ainda não tem explicação, se resume em eu fugir) eu percebi que você era a unica pessoa que me aceitava como eu era e era a unica pessoa que merecia que eu mudasse todo o meu jeito errado. Até mesmo aquelas coisas erradas que tínhamos em comum. Você lembra. Nós éramos um plural perfeito. Talvez eu consiga viver além daquele dia em que parei na sua frente e falei que nunca tinha te esquecido, mas eu só vou conseguir depois de ouvir que posso continuar. Você me faz muita falta e são dias como esse que me fazem lembrar de você.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

De onde vieram tantas mentiras

Eu não me importo em acordar todas as manhãs sem o teu bom dia ou ir dormir sem o teu boa noite. Com coisas falsas eu não me importo. Eu me importaria se fosse um bom dia sincero e um desejo de ter uma boa noite de verdade. Mas nada era. No fim, eu era só uma gangorra que te encorajava de subir. Eu te erguia e te dizia que tudo ia ficar bem, enquanto tudo já estava. As palavras que ouvi naquela noite daquelas pessoas me jogaram no chão e tudo fez sentido. Todas as mentiras, os sentimentos falsos que serviam só pra me machucar com a pena. Entendi o porquê de não querer se aproximar de mim. Entendi o porquê de eu estar lá ouvindo tudo aquilo. Entendi que tudo aquilo que me falava sobre outros caras, era na verdade uma forma de me tentar me contar como realmente era. Entendi as escolhas das palavras jogadas nas redes sociais todo esse tempo. Entendi a escolha das companhias erradas enquanto eu não estava por perto. Entendi porque não fui respondida depois de ter dado a cara à tapa e falado o que eu pensava - eu estava certa! Tudo veio à tona! Tudo ficou claro e fez sentido no momento em que arrancaram do meu coração todo sentimento sincero que eu tinha e me jogaram em frente à realidade. Eu penso que conheci aquelas pessoas com o propósito de levar um choque, elas estavam lá pra isso. Nem se quer lembro o nome daquele cara que me contou tudo aquilo, mas eu lembro de olhar pro rosto dele com a imagem embaçada das minhas lágrimas. Talvez um dia eu o encontre e agradeça por me tirar de um mundo de fantasias onde eu confiava em um cara que se auto-denominava não-confiável. A ilusão acabou, meu sorriso sincero também. A reciprocidade era a unica coisa que eu queria. Respeito mútuo. Ganhar uma consideração de volta. Ser ovacionada pra todos, como eu fazia. Queria sentir o aconchego de saber que o tempo juntos não foi em vão. Eu não tive isso, mas na realidade, eu sabia que não iria ter, mas fazia minha parte. O sentimento não acabou, não vai acabar tão cedo. Mas prefiro guardar isso tudo pra alguém que realmente mereça minha atenção. O final dessa história acabou. E essa é a história da garota que tinha um sorriso no rosto todos os dias, mesmo tropeçando tanto. Sabia que tudo que vivera não iria mais voltar, mas adorava ainda conviver com as coisas que a faziam feliz. Um dia, ela descobriu que vivia dentro de um ninho de cobras e tudo que ela achava que a fazia feliz, era o motivo que a fazia tropeçar tanto. 
Fim.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Peça pra ficar

Ela não é igual a nenhuma outra que você conheceu, existe algo diferente nela que eu não sei explicar. Primeiramente, fique atento aos sinais que ela dá, porque ela não é do tipo que vai te pedir pra ficar. Não ligue pro ciúme, ligue para a falta dele, e em hipótese alguma fique preocupado com o excesso de sentimentos, se preocupe com a escassez, porque onde mora o vazio, já não existe mais amor. Ela também não é do tipo que implora a sua atenção, pelo contrário ela te deixa livre, mas preste atenção nessa tua liberdade, caso você se afastar demais, corre o risco de não encontrá-la no mesmo lugar quando voltar. Ela não é do tipo que chora na sua frente, mas fique atento caso isso aconteça, pode ser sinal de que o coração transbordou e toda a frustração saiu pelos olhos. Ela não é do tipo que pede pra você ficar, não é do tipo que ameaça. Ela te dá escolha, e se você quiser ficar é porque escolheu e não porque ela exigiu, aliás, ela não exige nada. Ela não precisa disso. Mas caso você fique, saiba que ela fará de tudo pra ver você feliz, ela não é do tipo que pede pra ser amada, mas se ela sentir que é recíproco, ela ama demais. E no fim se você gosta de desafios, fique! Não é fácil despertar o amor verdadeiro, ela é difícil de se envolver, mas caso isso aconteça, ela vai te dar tudo que ela tem de melhor: os sorrisos guardados a sete chaves, todos os carinhos economizados, e a insegurança que foi alimentada durante toda uma vida vai embora, mas isso só vai acontecer se ela não tiver que te pedir pra ficar.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sonhos

Hoje resolvi seguir os meus sonhos. Larguei as coisas indefinidas, os problemas adiados, as coisas que me prendem ao chão (de concreto!) e segui meus sonhos. Na verdade, um sonho, que me faz capaz de seguir qualquer outro que eu tenha: ter alguém acreditando em mim. Sim, meu sonho será seguir isso. Em toda minha vida eu estive sempre sozinha, mesmo tendo tanta gente ao meu redor. Quando comprei meu carro, não tinha alguém do meu lado me dizendo "você consegue!". Ou quando fui morar em outra cidade, não tinha alguém me dizendo "vai dar tudo certo por lá!". Essa é uma das maiores frustrações que tenho, não ter um suporte a vida toda, fazer tudo sozinha. Então, resolvi seguir isso. Não posso dizer que finalmente as coisas estão dando certo, porque sempre deram. A diferença é que agora tenho algo que sempre quis ter. Talvez essa pessoa seja a "the one", mas isso, só o tempo vai dizer. Os dias andaram muito agitados pra mim, encontrei conforto na confiança de um abraço sincero de esperança. Ainda pretendo permanecer nele muito tempo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Decepção

Eu tentei, me esforcei, me dediquei, tentei mais uma vez e outra… Eu pensava que deveria haver algo de errado comigo e me frustrava tentando te agradar, porque nunca parecia ser o suficiente. Eu não parecia ser o suficiente. Eu esperava que você reconhecesse o meu esforço, o meu valor. Eu esperei uma ligação, esperei por você – tempo demais para contar no relógio. Eu me iludi, me decepcionei. Doeu. Você já sentiu a dor da decepção? Dói tanto que dá vontade de arrancar, esfaquear, apagar o que o outro fez, como se, em um passe de mágica, fosse possível simplesmente esquecer. Mas na vida real não é assim, e a decepção fica ali, absorvendo todas as suas forças, e quando você pensa que não tem mais força alguma, é justamente o momento em que você se torna mais forte. E foi assim que aconteceu, a decepção me ensinou o caminho para seguir em frente, sem meios de voltar atrás. Enquanto eu estava sozinha, eu não tive outra opção a não ser olhar pra mim mesma, e foi quando eu percebi que eu realmente não era o suficiente… eu sou mais do que eu imaginava, muito mais do que você merecia. Obrigada por me decepcionar. A melhor parte de se decepcionar muito com alguém, é que você descobre que a felicidade não está naquilo que o outro te oferece, ela mora dentro de você. Que ironia do destino, você não iria acreditar no tamanho do meu sorriso quando eu me dei conta que o valor que eu esperava um dia receber, esteve comigo o tempo todo. Eu estava cega, mas a decepção me fez enxergar, por isso obrigada por me decepcionar e me mostrar que eu estava errada sim. Eu nunca deveria ter colocado você em um lugar que, na verdade, era só meu.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Destino

Tentei ser o que você queria. Busquei por uma mistura daquilo que eu almejava, com quem você queria que eu fosse. Em alguns momentos, tive sucesso. Na maior parte do tempo, consegui ser o que eu sonhava e te comprava para que acreditasse que eu era quem você imaginava. É claro que eu sabia que não iria a lugar algum. Mas enquanto pude me enganar, as coisas caminharam. Eu só não sabia se ainda enganava os outros, muito menos você. Foram tantos planos, tantas vontades e expectativas que eu não sabia qual a primeira a cumprir para te satisfazer, para te mostrar que sua escolha tinha sido certa. Em tão pouco tempo nos conhecemos, nos apaixonamos, só me via sorrindo pra tudo. Durante algum tempo o sonho até deu certo. É claro que eu nunca estava satisfeita. Eu queria o mundo, eu queria você, eu seria o mundo para você. Não tomei nenhuma decisão precipitada ou mal pensada. Tudo foi planejado, nada para se arrepender, nada do que se envergonhar. Até para se vender é preciso ter dignidade. E me vendi barato para você, em troca de alguns carinhos e alguns momentos especiais. Foi preciso que a realidade aparecesse com cores e cheiros que eu sempre evitei ou que nunca tinha visto antes. A cor da morte, o cheiro do fracasso, e a visão daquilo que existia e que eu tentava ignorar. Você não foi embora logo. Aliás, você demorou a acreditar, ainda ficou um tempo também em busca de uma explicação. Mas nessa hora nós já estávamos em extremos, você buscando a vida, querendo respirar, sair do afogamento; eu buscando a morte, a interrupção do pensamento, da respiração. Eu procurava a falta de existir. Não tenho raiva da vida, não tentei acabar com ela por decepção ou vergonha, e sim porque percorri todos os caminhos que achei. Se eu continuar andando, tenho certeza que haverá outras bifurcações, mas não tenho mais tesão em escolher e correr para ver o que acontecerá. Sigo andando, como que esperando o que tiver que vir. Encontrar alguém será mero acaso. E se for alguém disposto a me acompanhar, terei medo. Quem há de querer o mesmo destino, o vazio? Então vou andar até definhar em vontade de amar, em vontade de não viver, em vontade de não ter mais vontade alguma.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sobre amor

Não venha me falar sobre amor! Sou detentora do maior amor do mundo. Vi crescer o afeto dentro de mim. Amor não é nada daquilo que você presenciou até hoje. Amor é carregar no ventre alguém que te amará a vida toda, o verdadeiro amor recíproco. Reciprocidade é sentimento, o resto, é só um sentimento bobo que você sente por alguém, se torna uma simples dor. No maior auge do que sentirá não chegará aos pés de ver um filho dizendo que te ama. Então, não me fale sobre amor! Amor a gente sente. A gente transmite. A gente vê, mesmo sendo transparente. Amor não se nega, muito menos se duvida. Amor não se cobra, não se demonstra friamente em troca de um sorriso ou um "eu também te amo". Amor a gente lê nas entrelinhas, quando alguém está do seu lado por querer estar. Por sorrir com sua presença e sentir em você o alívio das coisas ruins da vida. Aprendi com o passar do tempo - e com tanta decepção mal resolvida - que amor pode se misturar com desejo, vontade e quando se agrega, se torna uma adoração. A gente se apega. Nos acostumamos e relaxamos. Quando nos tiram algo que nos torna confortável, dói. Sofremos, mas passa. Então, não me venha falar de amor!
Sem amor, eu nada seria.

sábado, 31 de outubro de 2015

Quando teus olhos me veem.

Gostava de saber o que veem os teus olhos quando me veem. Gostava de saber se veem este aperto que te aperto - e é com os olhos, antes de tudo o resto, que te aperto. A única maneira de olhar é te olhar. O teu cabelo liso; o teu corpo dobrado no meu quando, de manhã, acordo - e te vejo ali, como só tu, a me amar como só eu. És a felicidade de todos os meus minutos. E depois as palavras nem precisam ser palavras. E depois ficamos abraçados, por debaixo dos lençóis, como se o mundo lá fora fosse o resto do que não precisamos de viver. O resto do que nem sequer precisamos de ver. Toda a realidade está dentro de ti. Tudo o que vejo, vejo contigo. Me pede para te abraçar. E eu te abraço. Me pede para te beijar. E eu te beijo. E eu e tu sabemos que quando um pede o outro faz. E eu e tu sabemos, mais ainda, que quando um pede o outro pede também. Porque entre nós não é a felicidade de um que é a felicidade do outro; entre nós só há uma felicidade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Covarde

Covardia. Não ter coragem de dizer adeus. Não saber de que forma congelar o tempo pra ele não se tornar um problema. Covardia é ter fugido sem dar explicações, não ter deixado claro que o tempo no nosso caso, era nosso inimigo mais cruel. Enterrei as memórias pra não me sufocarem, deixei de gritar pra não transparecer a dor e no final árduo de tudo aquilo que era suportável, me desmanchei na realidade do nunca mais. Não imaginei um futuro por saber que ele não existiria. Tudo era demasiado complicado, diferente e a força pra se encarar tudo isso deveria ser sobre-humana, extraordinária ao ponto de suportar. Desde o inicio eu já sabia do fim e tinha consciência do que aconteceria. Até minhas palavras de medo confirmaram, junto com a realidade da minha insegurança e de saber que não poderia ser finalmente a minha felicidade. Ainda não era hora, eu ainda não merecia. Não foi possível suportar, mas pior ainda é não conseguir suportar o que vem a seguir. Mesmo já passando tanto por tanta decepção, imagino que eu já saiba dar a cara a tapa, mas a verdade é que nunca vamos aprender a suportar. A dificuldade é suportar. Suportar ficar sem o "bom dia" de todos os dias, ou o sorriso - que a tempos já vinha sendo ofuscado -, ou o olhar brilhante ao meu encontro. Eram as únicas coisas boas que poderiam acontecer no dia de uma pessoa cheia de problemas, como eu. Poderia desistir agora, por não ter mais razões pra lutar pelas coisas ruins, mas nunca desisti e agora não é a hora. Talvez seja, mas só vou saber depois que encarar tudo, como sempre encarei. Covardia. Covardia por não saber dizer adeus. Covardia nunca ter aprendido.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Não olha pra trás.

Imaginei que deveria vir. Onde me perdi, eu não sei. Mal eu quero saber. O tumulto não me assusta, o turbilhão de idéias, sentimentos, momentos únicos, não me dão medo. Talvez eu não tenha mostrado a você, exatamente, em qual estação esse trem iria parar. O que tentei foi o possível. O que queria, o impossível. Não me sinto pior. Talvez você se sinta, se não hoje, um dia. Fortaleci minha vontade louca de seguir em frente e não foi pouco, muito menos sem impulso, não foi em vão. Tenho milhares de agradecimentos que nem se quer tiveram a chance de se mostrar. Eu nunca saí perdendo. E você percebe que não era tão forte assim. Num dia em que tudo vira de cabeça pra baixo, só o que eu consigo pensar é: "ufa, problemas!". Tá tudo normalizado na minha vida.

domingo, 19 de julho de 2015

Tua palavra final

Vou sobrevivendo com uma palavra, entre uma frase nem mal falada e uma historia que nunca teve final. Vivendo dentro de algo sem fim, dentro de milhares de metáforas de como poderia ter sido. Não acabou, não teve ponto, nunca vai acabar. Quanta coisa quis fazer e fiz, na incerteza e no medo de errar, fui tentar. Qual o problema em tentar? Qual a porcentagem no medo de errar? Não teria tido um segundo capítulo se tivéssemos encerrado no primeiro. Isso não foi feito. Ainda estamos na primeira página de historias que ainda vão acontecer. Injusto prolongar. Já recebi tua ultima palavra. Agora chega. Me peguei pensando na nossa historia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Curas novas

Nas ultimas semanas eu me pego pensando naquela música: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades." e me assusto. Penso na trajetória e no rumo que as coisas tomam, se o destino é esse brincalhão que gosta de tirar com a minha cara ou ele realmente quer por um ponto final nos meus contos infantis. Estar com alguém que você sempre gostou, que sempre admirou e sempre fez você se sentir confortável, é a experiência mais gostosa que eu já senti. Me sinto aconchegada em um balanço perfeito, um colchão de ar no campo com vento de primavera. Se eu pudesse descrever a sensação que sinto quando estamos juntos, poderia facilmente comparar a um domingo inteiro deitada na cama - mais confortável impossível. É tão perfeito, que fico na retaguarda, me envolvo, mas ao mesmo tempo, tento me conformar de que tudo pode acabar - sinceramente, é algo ótimo pra se sentir. Todos deveriam entender que na vida, tudo acaba um dia, e aproveitar o agora sem pensar no futuro. O problema é medo. Ah, o medo! Medo de falar pelos cotovelos. Medo de ser idiota. Medo de mulheres bonitas. Medo de ser muito inconveniente. Medo de você olhar pra minha cara e achar ela meio "Madeline". Não que eu não tenha autoconfiança, o problema é você, foi sempre você. Você que é demais, você que é exagero, você que tem essa mania de ser perfeito, você que é aquele  carregamento de areia que o meu "FeNeMe" não aguenta. Talvez eu faça umas viagens extras, mas e se no meio dessas viagens você escolha uma estação pra parar? Não quero nem pensar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

dores novas

Ela o queria, de todas as formas inimagináveis. Pensava que aquele homem todo errado poderia ser alguém pra estar ao lado. Ele se sentia bem ao lado dela, parecia que evoluia. Um erro o perseguia, se sentia fraco perto das circunstâncias. Parecia ser mentira tudo que ela falava, apesar de ser sensata. Ideologias diferentes fizeram o cegar para o que sentia, não conseguia ver algo claro num futuro com ela. Naquele dia ele forçou sua voz e disse coisas que não se diz para ninguém, mesmo que a ferissem, eram de suas palavras que ele precisava e dava o braço a torcer pelos seus pensamentos. Ela se sentiu culpada por tudo que não fizera. Jamais teria coragem para revidar qualquer palavra torta jorrada e se sentiu acoada. Preferiu o seu mundo, se esquivou de toda dor e produziu uma dor diferente que nunca tivera sentido antes: saudade do que nunca daria certo. Foi errada sem errar, fizeram de suas palavras mentiras incontáveis e perdeu o controle de tudo que achou que poderia carregar nos braços. Aprendeu uma dor diferente: ninguém acreditava que doía. Ele não foi capaz de cuidar daquilo que fora imposto, se perdeu nas proprias palavras e fantasiou um mundo que não existia. Ela se afastou. Ele queria ela por perto, mas pra poder sentir sua dor. Ela não revidou. Ele chamou sua atenção de uma forma dolorida. Jamais poderiam ser. Jamais conseguiriam ir em frente. Ela sofreu, mas um dia se reergueu.

Meu medo do futuro

Meu medo é de estar deslocada. Passar frio sem um abraço. Meu medo é de ser a unica no mundo que não faria nada de mal pra ninguém.
Tanta dor, tanta gente querendo o mal e eu só querendo amor. Tanta gente falando o que não deveria, tanta gente magoando. Tanta gente tendo atitudes só pra ferir as pessoas. Hoje mais uma vez mudei meu destino, já não tenho mais certeza de nada que possa acontecer.
Suporto calada tanto mal e não pretendo levantar a voz. Vou continuar sendo submissa por não querer o mal. Poderia jogar coisas nas pessoas - palavras e objetos - mas eu só penso em abraçar.
Como é possível uma pessoa que você só transmite amor querer te atingir de todas as formas possíveis? "Veja, ela te ama!", "Pois bem, então vou feri-la!".